1/03/2026

Eduardo Bolsonaro chama chefia da PF de ‘bajuladores de tiranos’, mas diz que vai lutar por cargo

Eduardo Bolsonaro teve o mandato cassado após faltar às sessões
 deliberativas na Câmara. Wilson Dias/Agência Brasil - Arquivo

Ex-parlamentar deve retomar o cargo público de escrivão após a perda de mandato na Câmara

Após a determinação da PF (Polícia Federal) para voltar ao cargo de escrivão na corporação, onde é concursado, Eduardo Bolsonaro fez uma publicação na plataforma X afirmando que não vai entregar o cargo de “mãos beijadas”. Contudo, ele criticou a chefia da instituição, chamando de “bajuladores de tiranos” a cúpula da PF.

“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal”, escreveu o ex-deputado. “Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, completou.

No vídeo publicado na rede social, Eduardo disse que vai lutar pelo cargo dele, mas disse não ter condições de voltar ao Brasil neste momento.

“Eu ficarei firme, não entregarei o meu cargo na Polícia Federal de mãos beijadas. Vou lutar por ele, porque eu sei que eu sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado nesse concurso”, afirmou.

“Eu não tenho condição de retornar ao Brasil agora. Vocês estão vendo. Jair Bolsonaro, mesmo após duas cirurgias, dias depois retorna para a carceragem da Polícia Federal”, comentou.

“Fica aqui mais esse registro de que nós não vivemos no Brasil uma normalidade democrática. Há um estado persecutório com uma pessoa tresloucada, abusando do seu poder”, acrescentou Eduardo.

Eduardo Bolsonaro estava afastado da corporação para cumprir o mandato de deputado federal. Porém, no último dia 18 de dezembro, ele foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara por não comparecer às sessões deliberativas, uma vez que reside nos Estados Unidos desde março de 2025.

Medidas disciplinares

A PF determinou, nesta sexta-feira (2), que o ex-parlamentar retorne ao cargo de escrivão. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

A ausência injustificada do ex-deputado à PF poderá resultar na adoção de medidas administrativas e disciplinares.

Pela legislação, servidores públicos podem ser demitidos por, entre outros motivos, abandono de cargo.

Nesse contexto, a PF poderá instaurar um processo administrativo disciplinar caso entenda que Eduardo esteja ausente de suas funções sem justificativa legal.

R7

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