Defesa de Filipe Martins recorre ao STF e alega ‘erro de fato’ em decreto de prisão preventiva | Rio das Ostras Jornal

Defesa de Filipe Martins recorre ao STF e alega ‘erro de fato’ em decreto de prisão preventiva

Segundo a defesa de Felipe Martins, o réu não utiliza suas redes desde outubro de 2022Nilton Fukuda/Agência Estado - 10.10.19

Advogados de Martins defenderam que a prisão preventiva do ex-assessor de Bolsonaro é ilegal

A defesa de Filipe Martins protocolou, na última sexta-feira (2), um pedido para o STF (Supremo Tribunal Federal) reverter a decisão que decretou sua prisão preventiva.

O recurso foi endereçado ao ministro Alexandre de Moraes e contesta a conversão da prisão domiciliar do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro em preventiva.

Moraes mandou Martins para a prisão após ele descumprir uma medida cautelar por supostamente acessar uma rede social, algo que estava proibido de fazer. O ex-assessor de Bolsonaro foi levado para um presídio em Ponta Grossa (PR).

Os advogados de Martins, Ricardo Scheiffer Fernandes e Jeffrey Chiquini da Costa, argumentaram que a decisão judicial foi feita com base em um “erro de fato substancial”.

A defesa disse ao STF que Martins não descumpriu a medida que o impedia de usar redes sociais. Na verdade, segundo os advogados, a própria defesa acessou o perfil de Martins no LinkedIn.

No recurso apresentado a Moraes, os advogados explicam que controlam os perfis de Martins apenas para fins de auditoria, preservação de prova e organização da estratégia defensiva.

Veja também: Veja quem são os condenados pela trama golpista que já estão presos

Os advogados afirmaram que Filipe não teria feito postagens ou interações nas redes desde outubro de 2022 e que o impedimento do acesso dos advogados às contas digitais do cliente prejudica a busca por provas de inocência.

Scheiffer e Chiquini também argumentaram que a prisão preventiva é ilegal por dois motivos: a prisão teria sido decretada sem manifestação prévia da PGR (Procuradoria-Geral da República) ou da Polícia Federal; e falta de tipicidade, tendo em vista que a “proibição de acesso a redes sociais” não consta no rol de medidas cautelares previsto no Código de Processo Penal.

Condenado a 21 anos de prisão

Filipe Martins foi condenado pelo STF por envolvimento na trama golpista que tentou manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022.

Ele recebeu uma pena de 21 anos de prisão, sendo 18 anos e 6 meses de reclusão (regime inicial fechado), 2 anos e 6 meses de detenção e 120 dias multa (cada dia-multa no valor de um salário-mínimo à época dos fatos).  

Antes de ser preso preventivamente, Martins estava em prisão domiciliar, à espera do trânsito em julgado da ação penal na qual foi condenado.

R7

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