Expectativa é de recorde de público nos blocos e desfiles em
2026. Operação especial envolve reforço na segurança, saúde e limpeza urbana.
O carnaval do Rio deve atrair cerca de 8 milhões de
pessoas e movimentar mais de R$ 5,7 bilhões na economia
carioca. A informação é da Riotur, que detalhou nesta quinta-feira (15) o
esquema operacional do evento.
O número inclui turistas e moradores que devem participar
dos desfiles, blocos de rua e festas ao longo do período carnavalesco. Apenas
nos cerca de 40 dias de carnaval de rua, a cidade deve receber mais de
6 milhões de pessoas.
“Nossa expectativa
é receber mais 6 milhões de pessoas nos eventos de rua, distribuídas pelos 460
desfiles, e mais de 8 milhões de foliões ao longo de todo o período
carnavalesco na cidade. No ano passado, o carnaval movimentou R$ 5,7 bilhões na
economia carioca, e a expectativa é que esse valor seja maior”, disse Bernardo
Fellows, presidente da Riotur.
Neste ano, 462
blocos estão espalhados por todas as regiões da cidade. A programação
começa no sábado (17) e segue até 22 de fevereiro, reunindo
apresentações de pré-carnaval, dias oficiais e pós-carnaval, em um dos maiores
calendários de folia do país.
Para
2026, a prefeitura recebeu 803 pedidos de desfiles, 118 a mais que em 2025.
Por questões logísticas, a prioridade foi dada aos blocos tradicionais, mas
ainda assim houve espaço para inclusão de 35 novos.
A região com mais cortejos será a central (135), seguida da
Zona Sul (100). Na sequência, vem a Grande Tijuca, com 63 desfiles liberados,
enquanto outros bairros da Zona Norte devem receber 56 apresentações. A
Zona Oeste terá 46 blocos; as Ilhas, 37; e a Zona Sudoeste, 28.
Exigências e operação
Em relação às exigências dos alvarás do Corpo de Bombeiros
para os blocos, o presidente da Riotur afirmou que houve avanços importantes
nas normas para os desfiles de rua.
Segundo ele, desde o ano passado a prefeitura mantém diálogo constante com a corporação para ajustar as regras. Alguns tipos de cortejos — especialmente sem estrutura fixa e sem carros de som — não precisarão mais apresentar determinados documentos, exceto quando houver número excessivo de participantes.
Fellows explicou que a prefeitura se reuniu na quarta-feira
(14) com os bombeiros para planejar e dimensionar a estrutura de ambulâncias e
postos médicos que será apresentada aos blocos ao longo da semana.
O presidente lembrou que, neste fim de semana, apenas um
megabloco desfila e que os demais eventos desse porte acontecem somente daqui a
15 dias, o que dá ao município mais tempo para ajustar a operação.
Circuito Preta Gil: fechado e com 'check point'
Em 2026, a cidade
terá 10 megablocos desfilando no Circuito Preta Gil, na Rua
Primeiro de Março, no Centro, durante o calendário oficial do carnaval de rua.
Assim como nos outros anos, garrafas de vidro e objetos cortantes não serão
permitidos no local.
Segundo o secretário de Ordem Pública, Marcus
Belchior, o espaço será totalmente fechado, e os foliões
deverão passar por um check point para controlar o acesso à
área.
Ele ressaltou que apenas ambulantes credenciados terão
autorização para entrar e comercializar seus produtos.
“Este é o maior esforço operacional integrado de todas as
agências da prefeitura para o carnaval de rua. No Circuito dos Megablocos
adotaremos o mesmo modelo utilizado no réveillon, com um sistema de check point
que controla o acesso à região. Apenas ambulantes credenciados poderão atuar —
mais de 50 mil se inscreveram e 15 mil foram autorizados. Não será permitida a entrada
de profissionais sem credenciamento”, destacou.
Ainda de acordo com o secretário, drones serão usados
durante os desfiles.
“Contamos com o apoio do COR (Centro de Operações Rio) e com
o uso de drones para fiscalizar áreas onde a visão no nível do solo não é
suficiente. Com o aumento no número de turistas, é fundamental manter um
monitoramento contínuo dos dados e da operação.”
Carnaval de rua em números
Serão 7 postos pré-hospitalares, distribuídos em circuitos
de grande concentração de foliões — Centro, Copacabana, Ipanema, Aterro, Jardim
Botânico e Barra da Tijuca.
A rede municipal de saúde contará com:
- 18
leitos, sendo 4 de suporte avançado
- 24
poltronas de hidratação
- 143
plantões de ambulâncias
- 566
plantões de profissionais de saúde
Na limpeza, a Comlurb mobilizará:
- 13.714
profissionais, sendo 9.736 garis
- 1.507
veículos, incluindo varredeiras, caminhões compactadores e carros-pipa
- 13
mil contêineres de lixos distribuídos pela cidade
A ação utilizará ainda 40 mil litros de sabão líquido e 5
mil litros de essência de eucalipto, na maior operação de limpeza hidráulica já
realizada na história do município. Em 2025, o serviço de coleta seletiva
recolheu 82,7 toneladas de lixo na capital.
A Secretaria de Ordem Pública, Guarda Municipal e CET-Rio
vão atuar com:
- 1.100
agentes da Guarda Municipal nas ruas
- 70
viaturas da GM
- 2.500
operadores de trânsito
- 30
viaturas, 24 motocicletas e 45 painéis de mensagens
- 900
galhardetes e faixas de sinalização
O Centro de Operações Rio atuará com:
- 4
mil câmeras de vigilância
- 3
drones para áreas sem cobertura
- 500
operadores de 50 órgãos públicos e concessionárias
Por g1 Rio



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