Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro chama a atenção para o uso inadequado de toxina botulínica e falhas em procedimentos invasivos, que podem causar doenças graves
Com a ampliação da oferta e da procura por procedimentos
estéticos invasivos, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ)
reforça o alerta para os riscos de infecções por micobactérias não tuberculosas
de crescimento rápido (MNT-CR). Os eventos são graves e podem estar associados
ao uso inadequado de toxina botulínica e falhas técnicas em procedimentos
estéticos.
De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica estadual,
entre 2023 e 2025, o estado do Rio de Janeiro registrou 43 casos confirmados de
infecções por micobactérias não tuberculosas de crescimento rápido, associadas
a procedimentos estéticos invasivos.
“O número de notificações também reflete o fortalecimento da
vigilância, da investigação epidemiológica e da confirmação laboratorial, com
maior capacidade de identificar e responder aos casos. E isso é um trabalho
contínuo da SES-RJ, com foco na proteção da saúde da população, especialmente
das mulheres, que são o público que mais busca procedimentos estéticos”,
destaca a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, essas infecções podem
apresentar evolução prolongada, com dor, inflamação, lesões persistentes e
necessidade de tratamentos longos, podendo resultar em sequelas estéticas e
funcionais.
“As infecções por micobactérias não tuberculosas são raras,
mas relevantes para a saúde pública. Podem ocorrer por falhas de assepsia, no
manuseio de materiais ou no uso de produtos sem segurança, especialmente em
procedimentos terapêuticos ou estéticos invasivos. Esses microrganismos podem
causar infecções cutâneas e de tecidos moles, exigindo diagnóstico e tratamento
adequados”, explica a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SES-RJ,
Cristina Giordano.
A investigação aponta múltiplos fatores associados, como
falhas técnicas, uso inadequado de produtos, insumos irregulares e atuação de
profissionais sem capacitação. Cerca de 95% dos casos ocorrem em mulheres, com
registros concentrados em clínicas de estética, consultórios e hospitais.
Sinais de alerta e notificação
Após procedimentos estéticos, é fundamental que pacientes e
profissionais fiquem atentos aos sinais de alerta. As infecções por
micobactérias costumam se manifestar por lesões no local do procedimento que
não cicatrizam, com dor, vermelhidão e/ou secreção.
Diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar
atendimento de saúde imediato e realizar a notificação à Vigilância
Epidemiológica pelos telefones (21) 3385-9845/9846 ou por e-mail cvesesrj@gmail.com.
O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado do Rio de
Janeiro (Cievs-RJ) também oferece canais de atendimento: telefones (21)
3385-9298/9296/9295, Plantão 24h do Cievs-RJ (21) 98596-6553 e e-mail notifica.ses.rj@gmail.com.
Os casos são investigados em articulação com as vigilâncias
epidemiológica e sanitária municipais, com apoio da rede laboratorial, além de
encaminhamento dos pacientes confirmados para tratamento nos serviços de
referência.
A SES-RJ orienta que a população busque serviços regulares e
profissionais habilitados, verificando sempre a procedência e a regularização
dos produtos utilizados. Aos profissionais, a recomendação é seguir
rigorosamente as boas práticas, utilizar produtos regularizados e notificar
imediatamente casos suspeitos. Link para fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1zh38aA4_CEFEOeJg-2Gx4FpEjRNyIdfH?usp=drive_link

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