Suspeito de matar ex-companheira a tiros no Mercado do Peixe é julgado em Cabo Frio | Rio das Ostras Jornal

Suspeito de matar ex-companheira a tiros no Mercado do Peixe é julgado em Cabo Frio

Rosilene Silva, morta a tiros dentro do Mercado
 do Peixe. — Foto: Reprodução g1

Thiago Oliveira é acusado de matar a ex-companheira Rosilene Silva; crime ocorreu em janeiro de 2023.

Thiago Oliveira de Souza, de 43 anos, é julgado nesta terça-feira (16) no Fórum de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, acusado de matar a tiros a ex-companheira Rosilene Silva, de 38 anos, dentro do Mercado do Peixe em janeiro de 2023.

O crime, que teve grande repercussão, será analisado pelo Tribunal do Júri. Segundo a Polícia Civil, Rosilene foi atingida por quatro disparos enquanto trabalhava, e o suspeito fugiu do local após o ataque.

No dia seguinte ao crime, Thiago Oliveira de Souza foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma abordagem na BR-101, na altura de Casimiro de Abreu. Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela Justiça. O caso foi registrado como feminicídio, e o acusado aguardava julgamento desde então.

O júri popular começa nesta terça-feira com a oitiva de testemunhas e a análise das provas reunidas durante a investigação.

O que diz a defesa de Thiago Oliveira de Souza

Em nota, a defesa de Thiago afirmou que o réu sempre colaborou com as autoridades e que acredita que o processo vai mostrar que não há elementos para caracterizar o crime como feminicídio.

A defesa também questiona a aplicação automática da Lei Maria da Penha ao caso. Ainda segundo os advogados, o julgamento deve ser baseado nas provas do processo, com garantia do direito de defesa, e há confiança na absolvição do acusado.

Defesa de Rodrigo Melila Gomes

O g1 entrou em contato ainda com a defesa de Rodrigo Melila Gomes, que também é julgado no processo. Segundo a Polícia Civil, ele teria ajudado Thiago ao levá-lo até o local do crime, buscar a arma e auxiliar na fuga.

Em nota, a defesa de Rodrigo negou que ele tenha participado do crime e disse que o acusado tentou evitar algo mais grave ao retirar a arma de uma situação de confusão e jogá-la em um local afastado. Segundo os advogados, Rodrigo não tinha ligação com os envolvidos e não agiu para esconder o crime ou atrapalhar as investigações. A defesa afirmou ainda que confia que o júri vai reconhecer a inocência do réu.

O crime reacendeu debates sobre violência contra a mulher e a necessidade de medidas de proteção às vítimas em Cabo Frio e em todo o estado do Rio de Janeiro.

Por g1 — Cabo Frio

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