As 15 mulheres e os sete homens foram condenados ‘por crimes
de caráter extremista’, tipificação usada para quem se opõe ao líder Alexander
Lukashenko, no poder desde 1994
O presidente de Belarus, Alexander
Lukashenko, assinou um decreto para indultar 22 pessoas, sendo 20 presos
políticos, em razão da “proximidade do Ano Novo”, informou a Presidência nesta
terça-feira(30).
O indulto é divulgado após o presidente americano, Donald Trump, ter incentivado
Belarus a libertar presos políticos em troca da suspensão ou redução das
sanções de Washington contra esse aliado de Moscou.
Em dezembro, mais de 100 presos foram soltos e imediatamente
transferidos para a Ucrânia e
a Lituânia, entre eles o ativista Ales Bialiatski, um dos vencedores do Prêmio
Nobel da Paz de 2022, e duas figuras da oposição, Maria Kolesnikova e Viktor
Babariko.
Entre as 15 mulheres e sete homens que serão libertados, 20
foram condenados “por crimes de caráter extremista”, a tipificação para quem se
opõe ao presidente, no poder desde 1994.
Lukashenko, de 71 anos, reprimiu vários movimentos de
protesto. No mais importante, em 2020 e 2021, milhares de bielorrussos se
uniram contra sua reeleição, considerada fraudulenta. O indulto presidencial é
concedido por “motivos humanitários e no interesse das famílias”, segundo a
Presidência, que não divulgou os nomes dos beneficiários.
Segundo a ONG bielorrussa de defesa dos direitos humanos
Viasna, há mais de mil presos políticos no país, entre eles o histórico
opositor Mikola Statkevich, libertado em setembro mas detido novamente por se
recusar a deixar o país.
*Com AFP

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