Deputado fugiu para os EUA em setembro; ele foi condenado
pela trama golpista de 2022, que tentava impedir a posse o presidente Lula
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre
de Moraes, oficializou, nesta segunda-feira (15), o pedido de
extradição do deputado federal Alexandre
Ramagem, que fugiu para os Estados
Unidos em setembro. Ele foi condenado pela trama golpista de 2022,
que tentou impedir a posse o presidente Lula.
No documento, Moraes diz: ‘considerando que o réu
condenado se evadiu do distrito de culpa e as informações no sentido de que ele
se encontra nos Estados Unidos da América, determino à Secretaria Judiciária
que remeta ao Ministério da Justiça e Segurança Pública os documentos necessários
para formalizar o pedido de extradição de Alexandre Ramagem Rodrigues nos
termos do Tratado de Extradição com os Estados Unidos da América”.
Na decisão, Moraes determina que a documentação deverá ser
encaminhada no original em português, e tradução oficialmente para o inglês,
idioma oficial dos Estados Unidos.
Ramagem foi o único dos condenados no famoso “núcleo
crucial” a fugir no país antes de ser preso. Ele foi condenado a 16 anos e um mês de prisão. Nas
suas acusações constam: organização criminosa, tentativa de abolição violenta
do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
O diretor-geral da Polícia Federa, Andrei Rodrigues,
confirmou nesta segunda que Ramagem deixou o Brasil por via
terrestre. A rota utilizada passou pela Guiana, sem registro em controles
migratórios, configurando uma saída clandestina. “A investigação segue
sob sigilo, mas já identificamos que a saída se deu pela fronteira norte, via
Guiana. O preso será interrogado nesta semana para esclarecer a dinâmica da
facilitação da fuga”, afirmou o diretor-geral.
O pedido de Moraes acontece às vésperas da Câmara analisar a
cassação de Ramagem, marcada para quarta-feira (17), a pedido do presidente da
Câmara, Hugo
Motta (Republicanos-PB), que, apesar do deputado ter sido condenado,
sem chance de recorrer e determinação de perda imediata por parte do STF,
decidiu avaliar a cassação.
JP

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