Moraes admite divergências sobre suposta viagem de Filipe Martins aos EUA | Rio das Ostras Jornal

Moraes admite divergências sobre suposta viagem de Filipe Martins aos EUA

Moraes admite divergências sobre suposta viagem de
 Filipe Martins aos EUA. Fundação Alexandre de Gusmão

Ministro aponta contradição em documentos americanos que motivaram prisão de ex-assessor; PF investiga possível simulação de registro migratório para desacreditar inquérito

Durante o julgamento referente à tentativa de golpe de Estado, realizado nesta terça-feira (16), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, reconheceu a existência de uma “celeuma” envolvendo a suposta ida de Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro, aos Estados Unidos em dezembro de 2022.

Segundo o magistrado, houve um conflito de informações prestadas pelas autoridades norte-americanas: documentos iniciais confirmavam a entrada de Martins no país, enquanto registros posteriores sugeriram um “equívoco de identificação”. Moraes explicou que essa incerteza foi o fator determinante para a conversão da prisão preventiva do ex-assessor em medidas cautelares, ocorrida em agosto deste ano.

Apesar de admitir a controvérsia sobre a viagem, o ministro rejeitou o pedido da defesa para anular o processo com base na ilegalidade da prisão. Moraes argumentou que a discussão sobre a veracidade da viagem não interfere no mérito da denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR). Ele ressaltou, contudo, que a origem das informações desencontradas está sendo apurada em uma investigação separada, que poderá responsabilizar quem forneceu dados incorretos.

Contradições

Filipe Martins foi detido em fevereiro de 2024 sob a suspeita de fuga do país, baseada na tese de que ele teria viajado com a comitiva presidencial para Orlando no fim de 2022. A defesa, no entanto, apresentou provas de que ele permaneceu no Brasil, incluindo bilhetes aéreos para o Paraná datados de 31 de dezembro daquele ano e um boletim de ocorrência de 2021 registrando a perda de seu passaporte, o que impossibilitaria a viagem internacional.

Em outubro deste ano, o Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA informou que Martins não ingressou no país na data alegada pela Polícia Federal (PF), indicando que a prisão teria se baseado em premissas falsas.

 

Nova tese da Polícia Federal

Em contrapartida às evidências da defesa e ao posicionamento da alfândega americana, a Polícia Federal solicitou a abertura de um novo inquérito. A corporação sustenta a hipótese de que o registro de entrada nos EUA pode ter sido simulado propositalmente.

Segundo a PF, integrantes de uma suposta organização criminosa poderiam ter utilizado prerrogativas diplomáticas — que dispensam a checagem física de passaportes em comitivas presidenciais — para inserir dados falsos no sistema migratório. O objetivo dessa manobra, de acordo com os investigadores, seria desacreditar as provas reunidas pelo STF e tumultuar o andamento do processo.

JP

Postar no Google +

About Redação

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!

Publicidade