Contraventor é apontado como mandante do assassinato de
Fabrício de Oliveira e Fábio Leite, em 2022
Rio - O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou, neste
domingo (21), Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, por
mandar matar dois homens devido a disputas territoriais relacionadas à máfia
dos cigarros”, em 2022.
A denúncia, feita por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal
Especializada do Núcleo Rio de Janeiro, atribui enquadra Adilsinho como
mandante da morte de Fabrício de Oliveira, assassinado em um posto de combustíveis em Campo Grande,
Zona Oeste, no dia 2 de outubro de 2022, e Fábio Leite, morto dois dias depois
ao ao sair do enterro de Fabrício, que era seu sócio, no entorno do Cemitério
de Inhaúma.
Além de Adilsinho, os executores José Ricardo Gomes Simões, Alex de Oliveira
Matos, Daniel Figueiredo Maia e Átila Deive Oliveira da Silva também foram
denunciados pelo MPRJ.
Ainda segundo a denúncia, as investigações demonstraram que
os crimes foram ordenados por Adilsinho, impulsionado por "abjeto
sentimento de ganância, relacionado às disputas entre organizações criminosas
rivais pela exploração do comércio irregular de cigarros".
Quem é Adilsinho?
Dono de uma distribuidora de cigarros e charutos, Adilsinho
foi apontado como líder de um grupo que monopolizou a venda de cigarros em
diferentes pontos da Região Metropolitana. Investigações apontam que entre
setembro de 2019 e fevereiro de 2020 o bando obteve um lucro de mais de R$ 9
milhões.
Patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, o
contraventor foi um dos alvos da operação da Polícia Federal contra uma
quadrilha especializada no comércio ilegal de cigarros, em março deste
ano. A ação terminou com 12 presos, mas Adilsinho não foi localizado.
Em 2024, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de
Adilson por suspeita de ter mandado matar o miliciano Marco Antônio Figueredo
Martins, conhecido como Marquinho Catiri, e o seu comparsa, Alexsandro José da
Silva, o Sandrinho. O crime aconteceu na comunidade da Guarda, na Zona Norte,
em 2022.
Segundo a Polícia Civil, o homicídio foi motivado por uma
disputa na contravenção. Catiri, que controlava a milícia que atua em
comunidades de Del Castilho e Inhaúma, na Zona Norte, estava ligado ao rival de
Adilsinho, Bernardo Bello.
O Dia

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