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| Foto: Divulgação |
Um idoso de 83 anos denunciou a demora e o desrespeito no atendimento durante a colheita de material para exames laboratoriais no Posto de Saúde Antônio Henrique Lopes, no bairro Operário, em Rio das Ostras. O caso ocorreu na manhã da última sexta-feira, dia 19 de dezembro, e gerou indignação entre outros pacientes que aguardavam atendimento.
Segundo o idoso, que prefere não se identificar, ele realiza
exames de acompanhamento com frequência e, como de costume, chegou ao posto por
volta das 6h30, em jejum. Ainda de acordo com seu relato, ele recebeu a ficha
de número quatro, o que indicava que seria um dos primeiros a ser chamado para
a coleta de sangue. No entanto, acabou sendo atendido somente após a passagem
de pelo menos oito pessoas à sua frente.
“Eu fiquei esperando, esperando, e vi várias pessoas sendo
chamadas antes de mim. Quando percebi que não iam me chamar, fui perguntar o
motivo”, contou o idoso. Ao questionar o atendente responsável pela chamada —
que ele acredita ser o gerente da unidade —, ouviu como resposta que os outros
pacientes estavam “doentes” e, por isso, teriam prioridade.
Indignado, o idoso afirmou que alertou o funcionário sobre
seu direito ao atendimento preferencial. “Tenho 83 anos, sou diabético e estava
em jejum. Mesmo que eu fosse o número quatro, tudo bem, mas passar oito pessoas
na minha frente é desumano e uma falta de respeito”, desabafou.
A situação foi presenciada por outros pacientes que
aguardavam a colheita do sangue e confirmaram que o problema não é isolado.
“Isso não é de hoje. Acontece direto. Do nada aparecem pessoas e passam na
frente de quem está esperando”, relatou uma paciente, também inconformada.
Outra pessoa que estava no local saiu em defesa do idoso: “As pessoas
geralmente ficam quietas, não reclamam. Mas dessa vez o senhorzinho soltou o
verbo mesmo, e com toda razão. Ele está certo e está no direito dele”.
O caso chama ainda mais atenção diante das críticas
recorrentes à área da saúde em Rio das Ostras. Em setembro deste ano,
inclusive, o prefeito Carlos Augusto chegou a chamar a atenção de funcionários
de outra unidade de saúde do município, o Posto de Saúde Sal-Sal, justamente
por problemas no atendimento à população.
De acordo com a legislação vigente, a reclamação do idoso
tem respaldo legal. A Lei nº 10.741/2003, o Estatuto do Idoso, alterada pela
Lei nº 13.466/2017, garante a pessoas com 80 anos ou mais a chamada Prioridade
Especial, também conhecida como superprioridade. Isso significa que o idoso
deve ser atendido com preferência absoluta em serviços públicos e privados,
incluindo unidades de saúde, exceto em casos de emergências médicas comprovadas
— situação que, segundo os relatos, não foi claramente explicada ou
justificada.
O Posto de Saúde Antônio Henrique Lopes é uma unidade da
Estratégia Saúde da Família (ESF) e está localizado na Rua Cantagalo, nº 438,
no bairro Casa Grande, em Rio das Ostras. A unidade funciona de segunda a
sexta-feira, das 8h às 17h, oferecendo consultas, vacinação e outros serviços
básicos de saúde. O telefone para contato é (22) 2771-6362.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da
Secretaria Municipal de Saúde sobre o ocorrido. O caso reforça a necessidade de
mais empatia, organização e respeito aos direitos dos idosos, especialmente em
um serviço essencial como a saúde pública.
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