O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou no último domingo (2) a proibição do uso de linguagem neutra nas escolas do país, com o objetivo de “garantir o bom uso do idioma e evitar influências ideológicas ou globalistas”.
Com a medida, termos como
“amigue”, “companheire” e “alun@” devem ser imediatamente retirados de
apostilas, livros, documentos e comunicados oficiais das instituições de ensino
públicas.
A decisão integra uma série de
mudanças promovidas pelo governo no sistema educacional. Em agosto, Bukele
implementou um rígido código de vestimenta e comportamento para os estudantes,
exigindo uniforme limpo, corte de cabelo apropriado e disciplina. Alunos que
descumprissem as normas eram obrigados a cumprir serviço comunitário.
Na ocasião, sindicatos
consideraram as medidas uma “militarização” do ambiente escolar. Agora, o
presidente afirmou que a proibição da linguagem neutra visa consolidar uma
comunicação institucional clara, uniforme e respeitosa, alertando que a
linguagem inclusiva e influências ideológicas poderiam prejudicar o
desenvolvimento dos estudantes.
“A partir de hoje, fica proibido o chamado
‘linguagem inclusiva’ em todos os centros educacionais públicos do nosso país”,
publicou Bukele em suas redes sociais.
Abaixo a íntegra do comunicado:
“A partir de hoje, em todos os
centros educacionais públicos e dependências dessa pasta do Estado, fica
proibido o uso do chamado “linguagem inclusiva”, a fim de consolidar uma
comunicação institucional clara, uniforme e respeitosa.
Palavras como ‘amigue,
compañere, niñe, todos y todas, alumn@, jóvenxs, nosotrxs’ ou qualquer outra
forma linguística que remeta à ideologia de gênero não serão admitidas sob
nenhuma circunstância. Dessa forma, busca-se garantir o bom uso do nosso idioma
e evitar influências ideológicas ou globalistas que possam prejudicar o
desenvolvimento integral dos estudantes.
Essa medida deve ser aplicada
de forma obrigatória em todo o território nacional, nos materiais, conteúdos e
livros que derivem dessa pasta do Estado. Também se aplica a comunicações
formais, como circulares, documentos administrativos, correspondência, etc.
Nesse sentido, solicita-se a
todo o pessoal que trabalha no MINEDUCYT que zele pelo cumprimento estrito
dessa diretriz em todos os documentos e mensagens oficiais emitidos.”
Gazeta Brasil

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