Familiares ouviram batidas na urna funerária durante o
trajeto para o templo e evitaram a tragédia; vítima foi levada de volta ao
hospital
Um caso impressionante ocorrido na Tailândia ganhou
repercussão internacional nesta semana. Uma mulher, que havia sido declarada
morta e já estava sendo transportada para o ritual de cremação, acordou dentro
do caixão, surpreendendo familiares e equipes de resgate. De acordo com as
informações da imprensa local, ela sofria de problemas de saúde e estava
acamada havia cerca de dois anos. Após parar de respirar, foi declarada morta
pela equipe médica local. O corpo foi colocado em um caixão e transportado em
uma caminhonete rumo ao templo onde seria realizada a cerimônia fúnebre
budista.
Durante o trajeto para a cremação, familiares ouviram ruídos
e batidas vindos do interior da urna. Ao abrirem o caixão, constataram que a
mulher estava viva, de olhos abertos e respirando. O irmão da vítima, que havia
viajado mais de 500 km para o funeral, presenciou o momento em que a cerimônia
de despedida se transformou em um resgate. Ela foi encaminhada imediatamente de
volta ao hospital.
O caso levantou questionamentos sobre os procedimentos
médicos e funerários adotados. Durante a análise no Morning Show,
da Jovem Pan, foi debatida a ausência de rigor na constatação do
óbito. Diferente de protocolos complexos para decretar morte encefálica, neste
caso pode ter havido uma verificação superficial da ausência de sinais vitais.
Outro ponto de estranhamento levantado foi a preparação do
corpo. Geralmente, rituais funerários envolvem a aplicação de componentes
químicos para conservação (tanatopraxia). O fato de a mulher ter chegado viva
ao momento da cremação sugere que essa etapa química não foi realizada ou que o
processo foi acelerado indevidamente.
Especialistas apontam que existem estados fisiológicos, como
a catalepsia ou hipotermia grave, que podem reduzir drasticamente os batimentos
cardíacos e a respiração, levando a falsos diagnósticos de morte se não houver
exames instrumentais adequados. O episódio na Tailândia expõe uma falha
sistêmica grave, que por pouco não resultou na morte de uma paciente ainda
viva.
JP

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