MPRJ entra com ação contra Gabriel Monteiro por uso indevido da máquina pública | Rio das Ostras Jornal

MPRJ entra com ação contra Gabriel Monteiro por uso indevido da máquina pública

Ex-vereador é alvo do MPRJ. Divulgação / Câmara do Rio

Segundo a denúncia, o ex-vereador utilizava funcionários de seu gabinete para gravação de vídeos em benefício próprio, sem relação com a atividade parlamentar

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) entrou com uma ação contra o ex-vereador Gabriel Monteiro, por improbidade administrativa. Ele é acusado de usar servidores da Câmara Municipal para produzir vídeos publicados em suas redes sociais, que teriam gerado pelo menos R$2,3 milhões em ganhos pessoais através da monetização das plataformas.

Segundo o MPRJ, a 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania da Capital destacou, na petição inicial enviada à 2ª Vara de Fazenda Pública da Capital que, durante o mandato de vereador, entre 2021 e 2022, Gabriel exigiu que os os funcionário comissionados do seu gabinete participassem da produção, preparação, gravação e edição de materiais audiovisuais divulgados em suas redes sociais.

Ainda de acordo com o órgão, como a maior parte dos  vídeos não tinha relação com as suas atividades como vereador, a acusação entende que ele usou mão de obra pública para benefício próprio, causando prejuízo aos cofres municipais.

"O trabalho desempenhado pelos ocupantes de cargos comissionados na Câmara Municipal rendeu, pelo menos, R$2,3 milhões para Gabriel durante o exercício de seu mandato de vereador, em receitas auferidas junto às plataformas YouTube, Instagram, Facebook, TikTok e GabrielMonteiro.TV. Ao obter ganhos com a monetização de conteúdos audiovisuais concebidos, produzidos, gravados, editados e divulgados por servidores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Gabriel enriqueceu ilicitamente, em decorrência da utilização de mão de obra pública para a prestação de serviços de caráter particular, caracterizando a prática de ato de improbidade administrativa tipificado no artigo 9º, IV, da Lei nº 8.429/92", destaca um dos trechos da ação.

No pedido, o MPRJ requer que Gabriel seja condenado às penalidades previstas no artigo 12 da Lei nº 8.429/92, que disciplina os atos de improbidade administrativa, além de devolver aos cofres públicos o dinheiro que teria recebido de forma ilegal, corregido pela inflação.

Procurada pelo DIA, a defesa do acusado ainda não se posicionou. O espaço segue em aberto.

Preso em 2022

O ex-vereador foi preso em novembro de 2022 sob suspeita de estupro, sendo solto em março de 2025 por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Atualmente, cumpre medidas restritivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar o Rio e a restrição de contato com determinadas pessoas. Ele também foi cassado em 2022 por quebra de decoro parlamentar.

O Dia

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