A manifestação do GDF ocorreu após um ofício com
questionamentos sobre a prática emitido pelo deputado distrital Fábio Félix
(PSol)
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria
de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), negou nesta
terça-feira, 18, que tenha privilegiado o ex-presidente Jair Bolsonaro ao
solicitar uma avaliação médica diante da possibilidade de o ex-mandatário ser
enviado para o Complexo Penitenciário da Papuda, no DF.
Segundo o governo, a avaliação tinha o objetivo de verificar
a “compatibilidade” do ex-presidente com o cumprimento de pena em regime
fechado.
A manifestação do GDF ocorreu após um ofício com questionamentos
sobre a prática emitido pelo deputado distrital Fábio Félix (PSol), presidente
da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania e Legislação
Participativa da Câmara Legislativa do DF
Em resposta aos questionamentos de Félix, o secretário Wenderson
Souza e Teles informou que a pasta adota, de forma imediata, todas as medidas
cabíveis para garantir avaliação médica e condições adequadas de custódia
sempre que há ciência prévia de comorbidades ou de quadro clínico debilitado.
“O caso em análise não configura violação ao princípio da
isonomia. Ao contrário, evidencia sua estrita observância na situação concreta.
Tal procedimento é aplicado indistintamente a todos os internos, podendo ser
exemplificado, a título ilustrativo, por solicitações de dietas especiais”,
afirmou o governo distrital.
O pedido inicial de avaliação médica de Jair Bolsonaro havia
sido feito pelo GDF, sob gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB), ao Supremo
Tribunal Federal (STF).
Na devolutiva da solicitação, o ministro da Suprema Corte,
Alexandre de Moraes, considerou o pedido impróprio para análise naquele
momento.
Os debates sobre a ida de Bolsonaro para a Papuda aumentaram
após o fim do julgamento do “núcleo 01” da trama golpista, no qual o
ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão Até o momento, ele
permanece preso em regime domiciliar em sua residência na capital do país.
Até agora, o STF já condenou 24 réus, sendo a pena de
Bolsonaro a mais alta.
JP

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