SP - TARCISIO COLETIVA / DADOS METANOL - GERAL - O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas concede entrevista coletiva atualizando novas ações e dados de casos referente a intoxicação por metanol, após reunião com o gabinete de crise com representantes e associações do setor de bebidas, nesta segunda-feira (06) no Palácio dos Bandeirantes na zona sul da capital paulista. Na foto, o Secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. 06/10/2025 Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), relator do
pacote anti-facção aprovado pela Câmara dos Deputados, afirmou que a nova
legislação marca “o início de uma virada na segurança pública”. Segundo ele, a
sexta e última versão do texto — resultado de semanas de negociações —
estabeleceu uma estrutura mais rígida para enfrentar organizações criminosas e
proteger a sociedade.
Secretário de Segurança Pública de São Paulo licenciado,
Derrite criticou a proposta inicial enviada pelo governo federal, que, segundo
ele, era “branda” com integrantes de facções. O parlamentar afirma que quem se
opôs ao texto final “defende bandido”.
Possível equiparação a terrorismo segue em pauta
Derrite destacou que a equiparação de facções criminosas a
organizações terroristas ainda não está descartada. Ele lembrou que um projeto
do deputado Danilo Forte (União-CE), que trata do tema, já tem requerimento de
urgência aprovado e pode ser votado a qualquer momento no plenário.
O deputado também relatou que um episódio ocorrido no Ceará
— envolvendo uma menina de 12 anos, citada em entrevista — o motivou a batalhar
pela aprovação de regras mais duras.
Novos crimes e penas mais altas
O texto aprovado cria 11 novos tipos penais, incluindo o uso
de barricadas, domínio de cidades e ataques a instituições financeiras, além de
qualificadoras como financiamento de crimes e agravantes quando as vítimas
forem crianças, idosos, policiais ou integrantes do Judiciário. Crimes
hediondos também terão penas mais altas.
Em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, Derrite disse ser
“falsa narrativa” a acusação de que o projeto enfraquece a Polícia Federal.
Bastidores e pressão do governo
Derrite afirmou que permaneceu 15 dias em Brasília para
discutir o projeto e que não foi procurado nem pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva nem pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski,
exceto no dia da votação.
Segundo ele, integrantes dos ministérios da Fazenda, da
Receita Federal e da Segurança Pública o buscaram “às escondidas” para sugerir
ajustes no texto, já que, de acordo com o deputado, “os chefes não poderiam
saber”. Algumas dessas sugestões, diz, foram incorporadas ao parecer final.
O parlamentar classificou a aprovação do pacote anti-facção
como um “massacre para o governo federal”.
Discussão no Senado
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) do Senado, sem previsão de votação. Derrite considera natural
que senadores proponham mudanças, mas lembra que, se isso ocorrer, o texto
voltará à Câmara para nova análise.
O deputado também disse que confia. A análise do senador
Alessandro Vieira (MDB-SE) e rebateu narrativas de que o projeto teria impactos
negativos sobre direitos fundamentais, afirmando que “zero brasileiros de bem
serão prejudicados”.

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