Professores cobram reajuste e valorização em manifestação; Prefeitura de Rio das Ostras alega limites da Lei de Responsabilidade Fiscal | Rio das Ostras Jornal

Professores cobram reajuste e valorização em manifestação; Prefeitura de Rio das Ostras alega limites da Lei de Responsabilidade Fiscal

Foto: Eduardo Yoshi

Na manhã desta quarta-feira (1º), professores e servidores da Educação de Rio das Ostras realizaram uma manifestação em frente à sede administrativa da Prefeitura, cobrando reajuste salarial, abertura de diálogo com o Executivo, pagamento retroativo e a inclusão de algumas categorias no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV).

Representando o prefeito Carlos Augusto Balthazar, o procurador-geral do Município, Renato Vasconcellos, foi ao encontro dos manifestantes para ouvir as reivindicações e apresentar as justificativas da gestão. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Professores e contou com faixas e palavras de ordem pedindo valorização profissional.

Reivindicações da categoria

Entre os principais pontos, os educadores exigem:

  • Reajuste salarial imediato;
  • Pagamento retroativo de direitos atrasados;
  • Inclusão de auxiliares de creche e outros cargos no PCCV;
  • Revogação da lei que alterou o processo eleitoral para diretores das escolas, permitindo que a escolha volte a ser feita pela comunidade escolar.

De acordo com representantes sindicais, a defasagem salarial tem impactado a qualidade de vida dos profissionais e desestimulado novos concursados.

A posição da Prefeitura

Durante o pronunciamento, Vasconcellos reconheceu a legitimidade da manifestação, mas citou as restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo ele, a atual gestão assumiu em janeiro com a folha de pagamento comprometida em 54,21% da Receita Própria, acima do limite máximo legal de 54%.

“Não temos condições de conceder reajustes nesse momento. Nosso esforço é readequar os índices da folha e ampliar a arrecadação própria do Município, para que seja possível valorizar os servidores, não apenas da Educação, mas de todas as áreas”, declarou.

Sobre a inclusão de cargos no PCCV, como os auxiliares de creche, o procurador-geral afirmou que será enviado à Câmara Municipal um novo Projeto de Lei. Já em relação ao pagamento retroativo e aos reajustes, reforçou que a execução dependerá do equilíbrio financeiro.

Quanto à eleição para diretores de escola, o governo municipal defendeu a manutenção da indicação por gestores, alegando que o modelo evita disputas políticas. “A escolha deve ser técnica, não política”, disse Vasconcellos, gerando reações de descontentamento entre os professores presentes.

Clima de tensão

Apesar do discurso conciliador da Procuradoria, muitos manifestantes consideraram as respostas insuficientes. O Sindicato pretende intensificar o diálogo com o Executivo e não descarta novas mobilizações caso as demandas não avancem.

A manifestação desta quarta-feira expôs mais uma vez a tensão entre governo e servidores da Educação, que reivindicam melhores condições de trabalho e valorização profissional, enquanto a Prefeitura justifica as limitações legais e financeiras como obstáculos para atender imediatamente as reivindicações.

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