Nome do advogado-geral da União enfrenta resistência porque o candidato preferido da Casa é o do senador Rodrigo Pacheco, que conta com o apoio de Davi Alcolumbre
Brasília vive um clima de expectativa nesta segunda-feira (20). Isso
porque estão previstas mudanças no governo com a indicação do novo ministro ao
Supremo Tribunal Federal. O preferido para ocupar o cargo é Jorge Messias,
advogado-Geral da União, mas o nome enfrenta resistência no Senado, sobretudo porque o
candidato preferido da Casa — e com apoio do presidente Davi Alcolumbre (União-AP)
— é o do senador Rodrigo
Pacheco (PSD-MG). Senadores próximos a Alcolumbre disseram à
reportagem que uma outra indicação diferente que não seja Pacheco pode ter “um
grande atraso ou até mesmo ser rejeitada”.
Alguns interpretam que o governo pode se dar mal nas articulações políticas no Congresso. “Se já está ruim sem o apoio da Câmara, imagine sem o do Senado”, disse outra fonte. O interesse na indicação de Pacheco por parte dos senadores se dá pelo fato dele falar “a mesma língua” que os parlamentares, o que poderia melhorar o diálogo entre Legislativo e o STF.
Davi Alcolumbre ainda não se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e
por enquanto há nada marcado. Pacheco, na semana passada, disse que um convite
ao STF não se recusa. É importante lembrar que foi Davi quem segurou por mais
de quatro meses a indicação do ministro André Mendonça pelo ex-presidente Jair
Bolsonaro. Na época, em 2021, Alcolumbre era o presidente da CCJ, onde ocorre a
sabatina antes de ir a plenário. Para ser aprovado, o novo ministro precisará
de 41 votos dos 81 senadores.
Por outro lado, o ministro André Mendonça, que é evangélico, assim
como Jorge Messias, tenta convencer senadores da direita. De acordo com uma
fonte do STF, Mendonça andou conversando com lideranças religiosas. O
presidente da Frente Evangélica no Senado, Carlos Viana (Podemos-MG),
questionado sobre Messias, disse apenas ser “um excelente nome”. Mas a bancada
evangélica, composta por 18 senadors, está dividida.
A reportagem também falou com o atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça, o senador Otto Alencar (PSD-BA), que afirmou não ter conversado ainda com Davi Alcolumbre sobre o rito, pois a indicação ainda não foi feita. Ele lembrou que “a decisão é inerente ao presidente [Lula]”. Alencar já tinha dito que não iria demorar a pautar na CCJ a sabatina do indicado.
Lula está prestes a fazer a 11ª indicação de um ministro ao STF no seu terceiro mandato como presidente da República. Essa será a terceira apenas neste mandato, no terceiro ano de governo, com a aposentadoria antecipada do agora ex-ministro Luís Roberto Barroso, que deixou a corte na última sexta-feira (17).
Jovem Pan

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