Suspeita surgiu quando o então ministro
da Justiça Sergio Moro anunciou saída do governo Bolsonaro
A PGR
(Procuradoria-Geral da República) solicitou novas investigações
sobre a suposta interferência do ex-presidente Jair
Bolsonaro na Polícia
Federal durante o mandato dele. Em 2022, o órgão tinha recomendado
o arquivamento do caso.
Em março daquele ano, a PF havia
concluído que Bolsonaro não cometeu crime na troca do comando da corporação em
2020 — episódio que culminou na demissão de Sergio Moro, então ministro da
Justiça e Segurança Pública.
O caso levou à abertura de um
inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar uma possível
interferência do presidente nas atividades da Polícia Federal.
Segundo a PGR, o novo
posicionamento decorre da necessidade de realizar diligências complementares
que permitam uma análise mais ampla e detalhada dos fatos investigados.
“É imprescindível verificar com
maior amplitude se efetivamente houve interferências ou tentativas de
interferência nas investigações apontadas nos diálogos e no depoimento do
ex-ministro, mediante o uso da estrutura do Estado e a obtenção clandestina de
dados sensíveis”, diz o documento.
As petições fazem parte de um
conjunto de investigações sobre uma suposta organização criminosa que teria
promovido ataques sistemáticos a autoridades, ao sistema eleitoral e a instituições
públicas.
O grupo seria responsável pela
obtenção ilegal de dados sigilosos, pela propagação de fake news e pelo uso
indevido de estruturas da Abin e do GSI.
Relembre o caso
De acordo com as declarações de
Sergio Moro, a troca na Direção-Geral da PF e os pedidos de mudança nas
superintendências regionais do Rio de Janeiro e de Pernambuco teriam como real
motivação o acesso a informações privilegiadas sobre investigações sigilosas.
O objetivo seria permitir
ingerência em apurações que envolviam o então presidente, seus familiares e
aliados políticos.
Moro também relatou que Bolsonaro
reclamava da “falta de acesso a relatórios de inteligência da PF”, apontando
isso como uma das razões para a substituição no comando.
A análise de mensagens de
WhatsApp trocadas entre Bolsonaro e Moro mostra que, em 22 de abril de 2020, o
ex-presidente informou a decisão de demitir o diretor-geral da PF, Maurício
Valeixo, afirmando: “Moro, o Valeixo sai essa semana. Isto está
decidido.”
Na sequência, Bolsonaro enviou um
link de uma reportagem intitulada “PF na cola de 10 a 12 deputados
bolsonaristas”, reforçando, no dia seguinte: “Mais um motivo para a
troca.”
R7

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