Segundo as forças de segurança,
113 criminosos foram presos e 91 fuzis, apreendidos. Mais de 100 foram mortos
durante a megaoperação na Penha e no Alemão.
Secretário de Polícia Civil
afirma que pessoas retiradas da mata foram despidas para não mostrar relação
com tráfico
O secretário estadual da Polícia
Civil do Rio de Janeiro, o delegado Felipe Curi considera que
a megaoperação
desta terça-feira (28) foi o maior ataque das forças de segurança
contra o Comando Vermelho na história da facção criminosa.
"Foi o maior baque que o
Comando Vermelho já tomou, com perdas de armas e lideranças", afirmou.
Os números da operação (até
as 16h de quarta-feira):
- 113 presos, sendo 33 de outros estados;
- 10 menores infratores apreendidos;
- 91 fuzis , 26 pistolas e 1 revólver
apreendidos;
- toneladas de drogas, ainda contabilizadas,
apreendidas.
"Esta facção já está
presente em praticamente todos os estados do Brasil, trazendo suas lideranças
para ficarem escondidas aqui nesses QGs”, contou Curi.
A Polícia Civil do RJ tem
informações de que a facção está, atualmente, presente em 70% das
favelas do estado.
Chefes do CV usam grupo de app
para determinar torturas
Os chefes da facção Comando
Vermelho (CV) criaram grupos em aplicativos de mensagem para comunicar os
integrantes da quadrilha de temas que variam da prática de torturas a moradores
dos complexos do Alemão e da Penha até a escala de seguranças que atendem pontos
de venda de drogas ou ao seu comandante na rua: o
traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso.
As investigações que deram origem
à megaoperação na Zona Norte do Rio desta terça-feira (28), considerada a
mais letal da história da cidade, mostram que Juan Breno Ramos, o BMW,
é o responsável por aplicar as punições definidas pela facção nos complexos por
comportamentos que desagradam aos bandidos. As punições são agressões, torturas
e homicídios.
Para coibir brigas em bailes funk
na comunidade, por exemplo, os criminosos adotaram uma nova forma de punição:
mulheres são colocadas em galões de gelo. Há ainda sessões de espancamento e
até ordens de execuções.
Em outra mensagem investigada
pela polícia, um homem identificado como Aldenir Martins do Monte Junior foi
arrastado durante 7 minutos pelas ruas da favela. O morador está algemado e
amordaçado. Durante o período em que foi torturado, a vítima é obrigada a
delatar a quadrilha rival.
Tudo isso em meio a piadas e
deboches de BMW com o homem. Em meio à tortura, BMW faz uma chamada de vídeo
com outro integrante do grupo: Carlos Costa Neves, o Gadernal.
Aldenir está desaparecido. A
polícia acredita que ele esteja morto.
Por g1 Rio

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