Desde o início da Operação
Rastreio, em maio, 683 pessoas foram autuadas por receptação e quase 10 mil
celulares foram recuperados. A Polícia Civil afirma que a ação ajudou a reduzir
em 12% os furtos e em 8% os roubos de aparelhos no estado.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro
realizou, nesta quinta-feira (23), uma megaoperação considerada o “Dia D”
contra o roubo, furto e comércio ilegal de celulares. Ao longo da ação, mais
de 4 mil aparelhos foram apreendidos e 271 pessoas acabaram presas, suspeitas
de envolvimento nos crimes.
“O objetivo é mudar a cultura.
Hoje ninguém compra um veículo sem saber a procedência do veículo. A mesma
coisa a gente quer implementar com o telefone. Ninguém vai comprar um telefone
agora sem saber a procedência”, explica o diretor-geral de polícia da Baixada
Fluminense, Gabriel Ferrando.
A operação teve início na última
segunda-feira (20), quando a Polícia Civil intimou os suspeitos. Uma mensagem
enviada para o WhatsApp do aparelho roubado dizia:
- Você está sendo intimado(a) a entregar este
aparelho celular, que é produto de crime, no prazo de até 72 horas.
- ⚠️ O não cumprimento
configurará o crime de receptação (art. 180 do CP), com responsabilização
criminal.
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que a corporação está dando uma oportunidade para que as pessoas que compraram celulares de origem ilegal entreguem os aparelhos voluntariamente nas delegacias indicadas nas intimações. Segundo ele, o prazo vai até o fim do dia desta quinta.
“Se essas pessoas, a partir de
amanhã, não efetuarem a entrega, elas são consideradas criminosas, da mesma
forma são consideradas receptadoras", disse.
“Essas pessoas passarão a ter
anotação criminal pelo crime de receptação. E ainda vamos fazer a representação
pela busca e apreensão desse aparelho. E ainda correm o risco de receber a
Polícia Civil na sua residência”, acrescentou.
A Operação Rastreio começou
em maio. Desde então, 683 pessoas passaram a responder por receptação, e quase
10 mil celulares foram recuperados. Segundo a corporação, o trabalho de
investigação e fiscalização contribuiu para a redução de 12% nos furtos e de 8%
nos roubos de aparelhos em todo o estado.
Já o Instituto de Segurança
Pública (ISP) analisa um período diferente. Entre janeiro e setembro deste ano,
o número de roubos e furtos de celulares no estado do Rio aumentou 23% em
relação aos nove primeiros meses de 2024. Foram mais de 54 mil casos
registrados — o equivalente a quase uma ocorrência a cada sete minutos.
Os aparelhos recuperados na
Operação Rastreio são devolvidos aos donos. Eles registraram o crime na
delegacia e forneceram o número do IMEI, número de identificação
único de cada aparelho, com 15 dígitos.
O delegado Felipe Curi explicou
que as investigações começaram a partir de vítimas que procuraram delegacias em
todo o estado, registraram as ocorrências e informaram o número do IMEI dos
celulares roubados.
A partir desses dados, a polícia
iniciou o trabalho de rastreamento e investigação.
“Verificamos ao longo do tempo que esses aparelhos foram em um dado momento novamente habilitados por pessoa que adquiriram esses telefones.”
Alerta de golpe
A Polícia Civil fez um alerta
para um novo golpe envolvendo mensagens falsas enviadas a vítimas de roubo ou
furto de celular. Criminosos têm se passado por agentes da corporação e enviado
links por SMS ou aplicativos de mensagem, afirmando que o aparelho foi
recuperado.
A polícia reforça que esse tipo
de mensagem é falso e orienta a população a não clicar nos links. O contato
oficial é feito apenas por meio de ligações telefônicas a partir dos números
funcionais das delegacias, que podem ser verificados no site da corporação.
Por Bette Lucchese, Felipe Freire, RJ2



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