O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira que as nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deveriam derrubar aviões russos que violarem seus territórios. As afirmações foram feitas durante um encontro com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, nos bastidores de uma cúpula da ONU.
Quando questionado por um
jornalista se os países membros da aliança deveriam abater aeronaves russas em
caso de incursões em seu espaço aéreo, Trump respondeu: “Sim, eu acredito que
sim”. Sobre a possibilidade de ele mesmo apoiar os aliados da OTAN, ele disse
que “depende” das circunstâncias.
A tensão com o Kremlin aumentou
na última semana, quando três aviões de combate russos entraram sem autorização
no espaço aéreo da Estônia, levando o governo estoniano a solicitar sessões de
consulta formal entre os membros da OTAN. O fato se somou a recentes incursões
de drones e caças russos em território polonês e a uma série de ataques com
mísseis na Ucrânia, que causaram numerosas vítimas civis e danos
significativos.
O líder da Casa Branca evitou se
pronunciar sobre a disposição do presidente russo, Vladimir Putin, para
negociar o fim da guerra na Ucrânia, após a nova escalada do conflito. “Eu te
aviso daqui a um mês, ok?”, disse ele ao ser questionado sobre se mantém a
confiança em Putin, com quem se reuniu recentemente em uma cúpula no Alasca.
Por sua vez, Zelensky agradeceu a
Trump por seus “esforços pessoais para deter esta guerra”. Em seu discurso na
Assembleia Geral da ONU, Trump alertou que sua administração está preparada
para impor “uma rodada muito forte de potentes tarifas à Rússia”, com o
objetivo de pressionar Putin a retirar suas tropas do território ucraniano e
cessar o maior conflito militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Ele também reiterou o pedido para
que os líderes europeus parem de comprar petróleo russo, alertando que não está
disposto a avançar com novas sanções a Moscou se não houver uma ação coordenada
de seus aliados.
Zelensky chegou a Nova York em um
contexto marcado por crescentes pressões na frente de batalha na Ucrânia. O
líder ucraniano se reuniu na noite de segunda-feira com Keith Kellogg, enviado
especial de Trump, para discutir acordos de cooperação militar, incluindo a
fabricação de drones e a compra de armamento americano.
Segundo relatórios recentes, a
guerra continua fazendo um alto número de vítimas civis. O Escritório do Alto
Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos relatou um aumento de
40% em vítimas civis ucranianas nos primeiros oito meses do ano em relação ao
período anterior, em meio a uma intensificação dos ataques russos com mísseis
de longo alcance e drones. Um relatório adicional da ONU denunciou tortura,
maus-tratos e violência sexual de forma sistemática contra civis ucranianos
detidos em territórios ocupados pela Rússia.
Nas últimas 24 horas, novos
ataques foram registrados: aviões russos lançaram cinco bombas sobre a cidade
de Zaporizhzhia, onde um homem morreu, enquanto mísseis balísticos atingiram
Tatarbunary (região de Odesa), causando a morte de uma mulher. As forças russas
usaram três mísseis Iskander e 115 drones de ataque e isca durante a noite
contra a Ucrânia, dos quais 103 foram interceptados, mas mais de uma dúzia
atingiram seus alvos em seis locais diferentes.
A situação no terreno continua
crítica para a população civil, enquanto os líderes mundiais debatem nas Nações
Unidas as possíveis saídas para os focos de conflito e os caminhos para frear a
violência no Leste Europeu.
Com informações de AFP, EFE e
Reuters

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!