O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) foi designado como relator da PEC da Blindagem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. A proposta, que foi aprovada na Câmara dos Deputados, busca criar novas barreiras para investigações e processos contra parlamentares e outras autoridades.
A PEC é alvo de intensas críticas
e, no Senado, pode ser rejeitada já na CCJ. O relator, Alessandro Vieira,
deixou clara sua posição contra a medida. “Minha posição sobre o tema é pública
e muito clara. O relatório será pela rejeição, demonstrando tecnicamente os
enormes prejuízos que essa proposta pode causar aos brasileiros”, afirmou.
A proposta é considerada um
“grave retrocesso institucional” por seus críticos. Entre os pontos mais
questionados está a possibilidade de votação secreta para
autorizar investigações contra parlamentares, o que, na prática, pode reduzir a
transparência e dificultar a responsabilização de quem ocupa cargos públicos.
“A PEC da Blindagem é mais um tapa
na cara do cidadão. Em vez de criar mecanismos de proteção para quem ocupa
cargos políticos, precisamos fortalecer a justiça e a igualdade perante a lei.
O brasileiro espera seriedade, não privilégios”, disse o senador.
O relatório do deputado federal
Cláudio Cajado (PP-BA) prevê que deputados e senadores só podem ser julgados
pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e só podem ter medidas restritivas
aplicadas se a ordem vier diretamente da própria Corte.
O texto aprovado na Câmara
estabelece que parlamentares não poderão ser presos, a não ser em flagrante de
crime inafiançável, nem processados criminalmente sem a autorização prévia da
respectiva Casa. A licença para a prisão ou o início do processo criminal seria
dada por votação secreta em até 90 dias. Se a autorização for negada, a
prescrição do caso pelo STF é suspensa enquanto o parlamentar estiver no cargo.
A PEC também altera a lei do foro
privilegiado, estendendo o benefício aos presidentes de partidos políticos com
representação no Congresso.
Apesar da aprovação na Câmara, a
resistência no Senado é forte. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), já
adiantou que o texto não terá tratamento preferencial e será “enterrado” na
comissão.
Gazeta Brasil

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