Relator do PL da Anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade), afirma que o texto em discussão pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Billy Boss/Câmara dos Deputados
Deputado Paulinho da Força afirma
que objetivo do trabalho é ‘pacificar o país’ e permitir que as pessoas que
estão presas ‘possam ir para suas casas’
O relator do Projeto de Lei (PL)
que trata da redução de penas para condenados por tentativa de golpe,
deputado Paulinho
da Força (Solidariedade), afirmou que o texto em discussão pode
beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A
declaração foi dada após o relator se reunir com bancadas de diferentes
partidos na Câmara.
Paulinho da Força deixou claro
que o projeto de lei em debate pode resultar em benefícios ao ex-presidente
Jair Bolsonaro, com a possibilidade de redução de penas. Embora não tenha dado
detalhes sobre como isso será formalizado no texto, especula-se a redução em
até 11 anos e a possibilidade de prisão domiciliar para alguns casos. O relator
defende que o objetivo do trabalho é “pacificar o país” e permitir que as
pessoas que estão presas “possam ir para suas casas”.
Antes de apresentar o texto,
Paulinho da Força expressou preocupação em reconstruir a relação entre a Câmara
e o Senado,
especialmente após o arquivamento da PEC da Blindagem.
O relator notou uma preocupação entre as bancadas de que o projeto possa ser
aprovado na Câmara e, posteriormente, barrado no Senado.
Reações Opostas
O projeto enfrenta resistência,
principalmente da esquerda:
- Crítica do PT: O líder do PT na
Câmara, Lindbergh
Farias, criticou a proposta, chamando-a de “absurda” e
inconstitucional caso se torne uma anistia ampla, geral e irrestrita. Ele
alertou que pautar o tema corre o risco de “escalar novamente numa afronta
institucional” ao Supremo
Tribunal Federal (STF).
- Apoio da Federação União Progressista: Já
o Dr. Luizinho, líder da Federação União Progressista, mostrou-se
favorável à diminuição das penas, citando a “sensibilidade da bancada de
que tem penas excessivas” para os envolvidos nos episódios de 8 de
Janeiro.
Existe uma expectativa para que o
texto seja votado na próxima terça-feira (30), mas a falta de consenso e outras
discussões em pauta podem adiar a votação.

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