Catar é um dos principais mediadores e o encontro tinha como objetivo discutir a última proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos na Faixa de Gaza. EFE/EPA/Ronen Zvulun/POOL
Primeiro-ministro e o ministro da
Defesa israelenses afirmaram que a investida foi ‘plenamente justificada’ pelas
‘ações assassinas’ ordenadas pelos líderes do grupo terrorista após os ataques
de 7 de outubro de 2023
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu,
justificou o ataque israelense desta terça-feira contra líderes do grupo
islâmico palestino Hamas no Catar como uma resposta
ao atentado de segunda-feira em Jerusalém, que deixou seis mortos e foi
reivindicado pelo braço armado do grupo islamista. Em mensagem conjunta com o
ministro da Defesa, Israel
Katz, Netanyahu disse que, após o ataque em Jerusalém, informou as
agências de segurança israelenses para que se preparassem para a possibilidade
de atacar os líderes do Hamas. “Nesta tarde, diante de uma oportunidade operacional,
em consulta com todos os responsáveis do setor de defesa e com pleno respaldo,
o primeiro-ministro e o ministro da Defesa decidiram implementar a instrução
dada na noite anterior às Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês)
e ao Shin Bet (serviço de inteligência interna), que a implementaram de maneira
precisa e ótima”, explicou o escritório do premiê.
Netanyahu assumiu a
“responsabilidade total” pelo ataque, que, segundo a rede de televisão Al
Jazeera, ocorreu quando membros da equipe de negociação do Hamas estavam
reunidos em Doha. O Catar é um dos principais mediadores e o encontro tinha
como objetivo discutir a última proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos na
Faixa de Gaza, que Israel afirmou hoje ter aceitado. O primeiro-ministro e o
ministro da Defesa israelenses afirmaram que o ataque foi “plenamente
justificado” pelas “ações assassinas” ordenadas pelos líderes do Hamas após os
ataques de 7 de outubro de 2023.
Nesta terça-feira, pouco antes de
a notícia do ataque no Catar se tornar pública, as Brigadas Al-Qassam, braço
armado do Hamas, reivindicaram a responsabilidade pelo ataque da véspera contra
pessoas que estavam em um ponto de ônibus em Jerusalém, que causou seis mortes.
O grupo disse em mensagem que o ataque demonstra que todas as “tentativas
fracassadas de secar as fontes da resistência” por parte de Israel apenas
resultarão no “derramamento de sangue” de militares e “colonos criminosos”.
O ataque israelense no Catar
ocorreu depois que o ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar,
afirmou que Israel aceitou a última proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, para um
cessar-fogo na Faixa de Gaza, sob a condição de que todos os reféns no
território sejam libertos e que o Hamas deponha as armas.
Com informações da EFE

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