Líder do PT na Câmara afirmou que
as falas do governador de São Paulo podem ‘configurar coação no curso do
processo’
O líder do PT na Câmara dos
Deputados, Lindbergh
Farias (RJ), disse que o governador de São Paulo, Tarcísio de
Freitas (Republicanos), “cruzou o Rubicão” com seu discurso na
Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (7). A expressão se refere a
passar por um ponto sem retorno. Segundo o deputado, as afirmações de Tarcísio
podem “configurar coação no curso do processo, por tentativa de intimidar o
ministro relator no meio do julgamento de Jair Bolsonaro e demais golpistas”.
Na fala, Tarcísio criticou os
ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e chegou a dizer que não vai
“aceitar que nenhum ditador diga o que a gente tem que fazer”, em alusão ao
ministro Alexandre de Moraes. “Não é crítica política, mas um ataque frontal ao
STF”, rebateu Lindbergh pelas redes sociais.
“Tarcísio não age como governador, mas como
advogado de Bolsonaro. Quem ataca ministros e defende anistia para
conspiradores não luta por liberdade: legitima o crime, sabota a Justiça e abre
caminho para novos atentados contra a democracia”, destacou.
Tarcísio participou de ato em São
Paulo a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e cobrou uma anistia ampla, geral
e irrestrita. “Essa festa não está completa porque Jair Messias Bolsonaro não
está conosco”, disse. Em outro momento, ele mandou um recado para o presidente
da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB): “Paute a anistia.”
Além de Tarcísio, participaram da
manifestação a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidente do PL,
Valdemar Costa Neto. O ato contou com discursos em trio elétrico, faixas contra
o ministro Alexandre de Moraes, um boneco inflável de Lula com roupa de
presidiário e bandeiras dos Estados Unidos, em meio a cobranças ao Congresso
para avançar com pautas de interesse bolsonarista.
Julgamento no STF
A manifestação ocorre em meio ao
julgamento no STF de Bolsonaro e outros sete réus pela tentativa de golpe de
Estado após as eleições de 2022. O julgamento começou na semana passada e deve
terminar até sexta-feira (12).
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Ato reuniu apoiadores de Bolsonaro em São Paulo. A ARTHUR LAMONIER/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 07/09/2025 |
Bolsonaro responde por cinco
crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
tentativa de golpe de Estado; participação em organização criminosa armada;
dano qualificado; e deterioração de patrimônio tombado.
Perguntas e Respostas
Qual foi a declaração de
Lindbergh Farias sobre o discurso de Tarcísio de Freitas?
Lindbergh Farias, líder do PT na
Câmara dos Deputados, afirmou que Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo,
“cruzou o Rubicão” com seu discurso na Avenida Paulista. Ele acredita que as
falas de Tarcísio podem “configurar coação no curso do processo”, referindo-se
a uma tentativa de intimidar o ministro Alexandre de Moraes durante o
julgamento de Jair Bolsonaro e outros envolvidos em atos golpistas.
O que Tarcísio disse em seu
discurso?
Tarcísio criticou os ministros do
STF e afirmou que não aceitará que “nenhum ditador diga o que a gente tem que
fazer”, em referência a Alexandre de Moraes. Lindbergh respondeu que isso não é
uma crítica política, mas sim um “ataque frontal ao STF”.
Como Lindbergh caracteriza a
atuação de Tarcísio?
Lindbergh destacou que Tarcísio
não age como governador, mas como advogado de Bolsonaro. Ele argumentou que
quem ataca ministros e defende anistia para conspiradores não luta por
liberdade, mas legitima o crime e sabota a Justiça, abrindo caminho para novos
atentados contra a democracia.
Qual foi o contexto da
manifestação em que Tarcísio participou?
Tarcísio participou de um ato em
São Paulo em apoio a Jair Bolsonaro, onde pediu uma anistia ampla, geral e
irrestrita. Ele mencionou que a “festa não está completa” sem a presença de
Bolsonaro e fez um apelo ao presidente da Câmara, Hugo Motta, para que pautasse
a anistia.
Quem mais esteve presente na
manifestação e qual foi a atmosfera do evento?
Além de Tarcísio, a
ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto,
também participaram do ato. O evento contou com discursos em trio elétrico,
faixas contra Alexandre de Moraes, um boneco inflável de Lula vestido de
presidiário e bandeiras dos Estados Unidos, com cobranças ao Congresso para
avançar pautas de interesse bolsonarista.
R7


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