Rapper, que está preso, e outros
três acusados respondem por tentativa de homicídio, ameaça e dano ao patrimônio
público
Rio – O juízo da 3ª Vara Criminal
da Capital unificou os três processos que correm no Tribunal de Justiça do Rio
de Janeiro (TJRJ) contra Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam, e
outros três acusados. A decisão atende a um aditamento - ou seja, uma
atualização a partir de novas descobertas - na denúncia oferecida pelo
Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Com a decisão, Oruam, Willyam
Matheus Vianna, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos
Santos se tornaram réus e vão responder por tentativa de homicídio qualificado, ameaça e danos
ao patrimônio público – até então, os últimos dois vinham tramitando na 27ª
Vara Criminal.
De acordo com a queixa do MPRJ, Oruam, Willyam, Pablo e Victor estavam no grupo responsável por, em 21 de julho, atacar a pedradas equipes da Polícia Civil que estavam em frente à casa do cantor, no Joá, Zona Sudoeste* do Rio, para cumprir mandado de busca e apreensão contra um adolescente abrigado na residência.
Ainda segundo a denúncia, pedras
de até 4,85 kg, capazes de “causar lesões letais imediatas”, foram arremessadas
no policial Alexandre Alvez Ferraz, que chegou a se ferir, e no delegado Moyses
Santana Gomes. Eles também tentaram impedir a ação policial com ofensas
verbais, ameaças de morte e agressões físicas, além de terem causado avarias
nas viaturas descaracterizada usadas pelos agentes.
“Convém observar que as vítimas estavam desprovidas de capacete, colete e equipamentos de segurança, o que ingressou na esfera de conhecimento dos acusados durante a ação criminosa, contribuindo para o agravamento do risco”, diz a decisão de unificação.
Além disso, a juíza Tula Correa
de Mello negou os pedidos de relaxamento de prisão feitos pelas defesas de
Willyam Matheus e Pablo Ricardo. A magistrada ainda manteve a prisão preventiva
de Oruam e determinou a aplicação de medidas cautelares a Victor Hugo.
“Considerando a possibilidade de
fuga para área dominada por facção criminosa armada com altíssimo poderio
bélico, impõe ser resguardada a garantia da aplicação da lei penal e a
instrução criminal, diante da postura desafiadora imprimida pelos denunciados e
seus comparsas. Assim, indefiro os requerimentos de liberdade dos denunciados
e, consequentemente, mantenho a prisão preventiva dos acusados”, decretou.
Prisão
Oruam foi preso preventivamente em 22 de julho, dia seguinte
ao ataque aos policiais. Depois da confusão generalizada, o cantor teria se
refugiado no Complexo da Penha, na Zona Norte, mas acabou se entregando.
Ele também responde a acusações por tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência qualificada, lesão corporal e desacato. Recentemente, foi denunciado por corrupção ativa e por dirigir de forma perigosa com a habilitação suspensa.
O rapper é filho do traficante
Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho (CV), preso desde 1996.
A reportagem tenta contato com a defesa dos denunciados. O espaço segue à
disposição.
O Dia

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