Os Estados Unidos revogaram nesta segunda-feira (22) vistos de autoridades ligadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Judiciário brasileiro, incluindo o advogado-geral da União, Jorge Messias, e funcionários do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a agência Reuters, entre
os atingidos estão: Jorge Messias, atual ministro da AGU; José Levi, ex-AGU;
Benedito Gonçalves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Airton
Vieira, juiz instrutor do gabinete de Moraes no STF; Marco Antonio Martin
Vargas, juiz auxiliar do TSE; e Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, juiz
auxiliar do gabinete de Moraes no STF.
A nova rodada de cancelamentos
ocorre em meio a tensões diplomáticas crescentes entre Brasil e Estados Unidos.
Nos meses de julho e agosto, outras autoridades brasileiras, incluindo
funcionários ligados ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e familiares
dele, já haviam sido alvo de restrições semelhantes.
As medidas norte-americanas foram
tomadas como retaliação a decisões do STF, principalmente aquelas relacionadas
ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de
prisão por tentativa de golpe de Estado.
Além disso, o governo dos EUA
aplicou sanções da Lei Magnitsky a Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre
de Moraes, e ao Instituto Lex, entidade ligada à família do magistrado. As
sanções da lei Magnitsky incluem congelamento de bens e contas bancárias em
solo norte-americano e restrições econômicas a pessoas e instituições
envolvidas.
A decisão reforça o clima de
atrito entre os dois países e aumenta a atenção sobre as relações diplomáticas
e jurídicas envolvendo autoridades brasileiras e familiares de integrantes do
STF.
Gazeta Brasil

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