Ex-secretário de Polícia Civil do
Rio estava preso desde maio, acusado de participação em uma organização
criminosa ligada ao jogo do bicho
Rio - O Superior Tribunal de
Justiça (STJ) concedeu habeas corpus a favor da soltura
do delegado Allan Turnowski, ex-secretário da Polícia Civil do Rio de
Janeiro, que está preso desde maio. A decisão foi tomada por unanimidade
pelo tribunal nesta terça-feira (12) e determinou a liberdade imediata, que
deve ser concedida nesta quarta-feira (13).
Turnowski estava preso desde maio, acusado de
participação em uma organização criminosa ligada ao jogo do bicho e
de envolvimento na tentativa de assassinato do
contraventor Rogério de Andrade. A defesa do delegado alegou que
ele respondia ao processo em liberdade há quase três anos e sem violar as medidas
cautelares impostas anteriormente.
De acordo com o seu advogado, Ary Bergher, não houve qualquer novo elemento que justificasse a prisão decretada em maio. Ele também afirmou que a ordem partiu de um juiz sem competência legal para o caso.
Após a decisão, o ex-secretário deverá seguir algumas regras, como a entrega do
passaporte, a proibição de deixar o país e o impedimento de entrar em unidades
da Polícia Civil ou da Secretaria de Segurança Pública do Rio. Ele também não
poderá manter contato com os demais investigados no processo.
Allan Turnowski chegou a ser solto em junho, com base em uma
liminar concedida pelo desembargador Marcius da Costa Ferreira. No
entanto, a decisão foi derrubada menos de um mês depois, quando a 7ª Câmara
Criminal do Tribunal de Justiça do Rio determinou seu retorno à prisão, também de forma unânime.
Quem é Allan Turnowski?
Allan Turnowski atuou por 27 anos
na Polícia Civil do Rio de Janeiro, onde ocupou cargos de destaque como diretor
de Polícia da Capital e da Especializada.
Entre 2010 e 2011, foi chefe da Polícia Civil durante o governo Sérgio Cabral,
mas deixou o cargo após ser citado em investigação da Polícia Federal na
Operação Guilhotina. Ele foi indiciado por quebra de sigilo funcional, mas o
Ministério Público do Rio arquivou o inquérito por falta de provas.
Em 2020, foi nomeado secretário
de Estado de Polícia Civil, função que exerceu até março de 2022, quando se
licenciou para disputar as eleições pelo PL. Durante sua gestão, a corporação
lançou uma força-tarefa contra milícias, com mais de mil prisões e prejuízo
estimado em R$ 2,5 bilhões aos grupos criminosos. Também foi sob seu comando
que ocorreu a operação no Jacarezinho, a mais letal da história do estado, com
28 mortos.
O Dia

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