O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, respondeu nesta segunda-feira (11) à recente oferta dos Estados Unidos que dobrou a recompensa por informações que levem à sua captura. Em pronunciamento na emissora estatal VTV, Maduro enviou um recado direto aos “imperialistas” e afirmou que a resposta pode significar “o fim do império americano”.
“Eu digo aos imperialistas, e
digo ao meu povo: não ousem”, declarou Maduro durante a transmissão. Ele
ressaltou que, na Venezuela, até os cadetes do primeiro ano recebem uma
formação com “uma visão anti-imperialista”.
A intensificação da retórica
acontece após o governo americano anunciar o aumento da recompensa de US$ 25
milhões para US$ 50 milhões por informações que levem à prisão do mandatário
venezuelano. Os Estados Unidos já consideram a vitória de Maduro nas eleições
de 2024 como “ilegítima” e emitiram uma ordem de captura contra ele.
Para reforçar seu apoio interno,
Maduro tem investido pesado em uma das campanhas de propaganda mais
dispendiosas dos últimos tempos na Venezuela. Segundo informações, recursos milionários
foram destinados a cartazes, mensagens, manifestações e materiais promocionais,
incluindo camisetas contra a procuradora dos EUA, Pamela Bondi. Também foram
dadas orientações para que as Forças Armadas e servidores públicos participem
ativamente do esforço publicitário.
O ditador venezuelano tem
aparecido publicamente ao lado dos ministros da Defesa, Padrino, e do Interior
e Justiça, Cabello, mostrando sua sustentação junto a “quem tem armas e homens
de uniforme militar e policial”.
Nas redes sociais, veículos
oficiais e estruturas do partido governista distribuíram centenas de mensagens
para serem replicadas em milhões de contas, com ordens para que dirigentes
chavistas divulguem o conteúdo em seus perfis no WhatsApp, X, Instagram,
TikTok, Facebook, entre outros.
Além disso, a Força Armada
Nacional Bolivariana (FANB) tem reforçado o discurso de que o aumento da
recompensa pelos EUA seria uma resposta ao anúncio, feito horas antes por
Diosdado Cabello, de uma suposta operação conspirativa. Cabello informou sobre
a apreensão de material explosivo em dois galpões em Maturín, no estado de
Monagas.
Gazeta Brasil

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