As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que, nos últimos três meses, a 401ª Brigada, sob comando da 162ª Divisão, realizou operações nas vilas de Jabaliya e Daraj Tuffah, no norte da Faixa de Gaza, como parte da Operação “Carros de Gideão”. O balanço da ofensiva é divulgado em meio ao aumento das críticas internacionais diante da grave crise humanitária no território palestino.
Segundo comunicado militar, as
tropas atuaram para “eliminar focos terroristas” e enfraquecer a capacidade de
combate do Hamas e de outros grupos armados que controlam a região. Em
coordenação com a Força Aérea, “numerosos alvos terroristas” foram atacados,
incluindo estruturas, postos de observação e posições de lançamento de foguetes
classificados como ameaças diretas.
O exército afirma que “dezenas de
combatentes” foram mortos na área e que, com o apoio da unidade Yahalom, foram
desmantelados dezenas de poços de túneis e várias rotas subterrâneas. As forças
do Comando Sul seguem posicionadas no enclave para “proteger os civis do Estado
de Israel”.
O anúncio ocorre na mesma semana
em que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conversou por telefone com o
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre planos para intensificar o
controle nos últimos bastiões do Hamas, localizados na cidade de Gaza e em
campos de deslocados na costa central. Netanyahu agradeceu a Trump pelo “forte
apoio a Israel desde o início da guerra” e defendeu a ofensiva como necessária
para libertar reféns e derrotar o Hamas.
Trump, por sua vez, declarou que
sua prioridade é garantir a chegada de ajuda humanitária por meio da Fundação
Humanitária para Gaza. “Queremos que Israel alimente essa população. Estamos
fazendo contribuições consideráveis para comprar alimentos. Não queremos que as
pessoas passem fome ou morram de fome”, disse.
Em coletiva de imprensa em
Jerusalém, Netanyahu afirmou que Israel não pretende ocupar Gaza, mas
estabelecer uma administração civil independente tanto do Hamas quanto da
Autoridade Palestina. Segundo ele, o país já controla entre 70% e 75% do
território, restando dois focos de militantes: a cidade de Gaza e os campos
centrais. O objetivo, declarou, é “libertar Gaza dos combatentes do Hamas,
desmilitarizar a faixa e estabelecer um controle absoluto de segurança”, além
de criar uma zona de segurança na fronteira para impedir incursões.
O premiê descartou qualquer papel
da Autoridade Palestina na administração pós-guerra, acusando-a de fomentar
atividades terroristas. “Nosso objetivo não é ocupar Gaza. Nosso objetivo é
libertar Gaza, libertá-la dos terroristas do Hamas”, reforçou.
O plano de ofensiva, aprovado
pelo Gabinete de Segurança de Israel na última sexta-feira, prevê o
“desmantelamento” da presença do Hamas nas áreas restantes. No entanto, a
medida gerou reação de cinco países europeus membros do Conselho de Segurança
da ONU — Reino Unido, França, Dinamarca, Grécia e Eslovênia. Em comunicado
conjunto, eles alertaram para o risco de violação do direito internacional e
para o agravamento da crise humanitária.
O representante esloveno na ONU,
Samuel Zbogar, afirmou que a operação “violaría o direito internacional
humanitário” e pediu que não seja executada. Os governos europeus também advertiram
que a ofensiva pode aumentar o risco para os reféns israelenses e elevar o
número de mortes e deslocamentos entre civis palestinos, reforçando que a
situação em Gaza já é catastrófica.
Enquanto cresce a pressão
internacional e se intensificam as divergências internas sobre o custo humano
da operação, Netanyahu mantém a estratégia militar. As FDI afirmam que a
campanha no norte de Gaza já enfraqueceu significativamente as capacidades
militares do Hamas. A pressão militar, política e diplomática sobre Israel,
porém, continua aumentando.
Gazeta Brasil

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