Nicolás Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em todo o país, em uma escalada de tensão com os Estados Unidos. Pedro Rances MatteyAFP
Medida vem depois de o governo
americano ter aumentado a recompensa pela captura do presidente venezuelano
para US$ 50 milhões e intensificado as operações antidrogas na região do Caribe
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro,
anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em todo o país, em uma
escalada de tensão com os Estados Unidos. A
declaração foi feita em rede nacional de televisão e é uma resposta direta ao
que o líder chavista classificou como “ameaças” e “agressões políticas e
militares” por parte do governo americano. A medida ocorre após o governo
dos EUA ter aumentado a recompensa pela captura de Maduro para US$ 50 milhões e
intensificado as operações antidrogas na região do Caribe, ações vistas por
Caracas como uma provocação.
Em seu pronunciamento, Maduro
adotou um tom desafiador: “Vou ativar nesta semana um plano especial, milícias
preparadas, ativadas e armadas em todo o país, prontas para defender a nossa
pátria”, afirmou. Ele prometeu armamento pesado, incluindo fuzis e mísseis,
para a “força camponesa” e declarou que a Venezuela não será mais colônia de
ninguém.
O que é a Milícia Bolivariana?
Criada em 2008 pelo então
presidente Hugo Chávez, a Milícia Nacional Bolivariana é um corpo composto por
civis voluntários e reservistas que recebem treinamento militar básico.
Oficialmente, o governo afirma que o contingente pode chegar a 5 milhões de integrantes,
embora especialistas independentes avaliem que o número de membros ativos seja
consideravelmente menor.
Segundo Maduro, a milícia é uma
peça fundamental em sua estratégia de “defesa integral da nação”, representando
a “fusão perfeita do povo, da polícia e das Forças Armadas”.
O anúncio foi endossado pelo alto
escalão do governo venezuelano. O ministro da Defesa reiterou o alinhamento das
Forças Armadas com o presidente, enquanto líderes do Partido Socialista
acusaram a oposição interna de agir em sintonia com interesses estrangeiros e
de promover “atos de terrorismo”.
JP

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