O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em vigor nesta quinta-feira (7) uma nova rodada de tarifas sobre importações, em uma ofensiva comercial voltada contra países com os quais Washington registra déficits na balança comercial. A medida impõe sobretaxas que variam de 15% a 41%, e, em casos específicos, chegam a 50%, como no caso do Brasil.
Segundo Trump, o objetivo é
“reestruturar o comércio em benefício dos trabalhadores americanos”. Ele
celebrou a entrada em vigor das tarifas em sua plataforma Truth Social,
afirmando: “É meia-noite. Bilhões de dólares em tarifas estão fluindo para os
Estados Unidos da América”. O republicano também disparou contra seus
opositores, dizendo que “o único obstáculo à grandeza dos EUA seria um tribunal
de esquerda radical”.
A política comercial de Trump
aplica um mínimo de 10% sobre países com superávit comercial com os EUA. Para
nações com déficit, os novos impostos variam entre 15% e 41%. Segundo Trump, as
tarifas têm como objetivo forçar empresas estrangeiras a transferir sua
produção para o território americano. “É meia-noite. Bilhões de dólares em
tarifas estão fluindo para os Estados Unidos da América”, escreveu o
presidente.
Os Países e os Produtos Afetados
Entre os países que agora
enfrentam tarifas de 15% estão a União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Costa
Rica, Bolívia, Equador e Venezuela. A Síria foi taxada em 41%, e a Suíça, em
39%. A Índia foi particularmente afetada, com um imposto total de 50% devido à
“compra contínua de petróleo russo”.
No caso do Brasil, o país recebeu
uma tarifa adicional de 50% sobre produtos como café e carne, mesmo tendo
superávit com os EUA. Funcionários da administração Trump indicaram que a
decisão teve um componente político, como forma de protesto contra o julgamento
do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem Trump defende publicamente.
Enquanto isso, o México conseguiu
uma prorrogação de 90 dias para negociar novas condições, enquanto o Canadá
também busca proteção através do Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá
(T-MEC).
Impactos Econômicos e Novas
Medidas
Uma pesquisa recente da Morning
Consult e The Century Foundation revelou que 83% dos
americanos estão preocupados com o aumento no preço dos alimentos, um efeito
que economistas associam diretamente às políticas tarifárias. Trump mencionou a
possibilidade de um “reembolso” para os cidadãos afetados, mas não detalhou
como a medida funcionaria.
Setores estratégicos também estão
na mira do governo americano. Na quarta-feira, Trump anunciou uma tarifa de
100% para a importação de chips e semicondutores, com isenção para empresas que
os fabricarem nos EUA. Ele também adiantou que os produtos farmacêuticos serão
os próximos alvos. “Inicialmente, vamos colocar uma pequena tarifa sobre os
produtos farmacêuticos, mas em um ano, um ano e meio, no máximo, subirá para
150% e depois para 250% porque queremos que os produtos farmacêuticos sejam
fabricados em nosso país”, declarou.
A próxima data chave na agenda comercial
de Trump é 12 de agosto, quando expira a trégua arancelaria com a China. A
negociação sobre a renovação do acordo continua em andamento.
Gazeta Brasil

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