O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (9) que deve anunciar em breve novas tarifas para produtos importados do Brasil. “O Brasil, por exemplo, não tem sido bom conosco, nada bom”, declarou Trump a repórteres durante um evento com líderes da África Ocidental na Casa Branca. “Vamos divulgar um número referente ao Brasil, acho que ainda esta tarde ou amanhã de manhã.”
Esta medida integra a segunda
leva de cartas que Trump começou a enviar nesta quarta-feira para notificar parceiros
comerciais sobre tarifas mínimas que variam entre 25% e 40%, dependendo do
país, e que passam a valer a partir de 1º de agosto. Até o momento, pelo menos
sete países receberam notificações nesta etapa, entre eles Argélia, Brunei,
Filipinas, Iraque, Líbia, Moldávia e Sri Lanka. Na segunda-feira, 14 outras
nações foram notificadas, com a Casa Branca indicando que novas cartas seriam
enviadas nos próximos dias.
Ao justificar as tarifas para
produtos brasileiros, Trump afirmou que as taxas se baseiam em “fatos muito,
muito substanciais” e em um “histórico anterior”, mas não detalhou quais seriam
esses fatos.
O anúncio ocorre em meio a uma
semana já marcada por tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. Na
segunda-feira (7), Trump criticou o processo judicial contra o ex-presidente
Jair Bolsonaro, classificando como ataque político as investigações que
envolvem o líder brasileiro. “Deixem Bolsonaro em paz!”, escreveu o
ex-presidente norte-americano em rede social.
Nesta quarta-feira (9), o
Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou o encarregado de negócios
dos EUA, Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos sobre a nota da
embaixada americana que reforçou o apoio de Trump a Bolsonaro. Na nota, a
embaixada afirmou que a “perseguição política” contra o ex-presidente
brasileiro é “vergonhosa e desrespeita as tradições democráticas do Brasil”.
A crescente tensão diplomática e
as medidas econômicas anunciadas por Trump indicam um momento delicado nas
relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, com impactos que podem se
estender ao comércio e à cooperação entre os dois países.
Gazeta Brasil

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