Durante uma cerimônia nesta quinta-feira (24) no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), comparando sua própria trajetória judicial à do adversário político. Lula relembrou os 580 dias que passou preso após condenações na Operação Lava Jato e afirmou que não aceitou acordo para trocar sua liberdade por tornozeleira eletrônica.
“Vieram me oferecer um acordo
para eu ir para minha casa com uma tornozeleira. Eu disse: não tem acordo, não
troco minha dignidade pela minha liberdade. Não vou colocar tornozeleira porque
não sou pombo-correio”, declarou Lula, sob aplausos.
Ao abordar as recentes
investigações envolvendo Bolsonaro, o presidente afirmou que o ex-mandatário
deve ser responsabilizado por suas ações. “Fez as merdas que fez, que pague
pelas merdas que fez e respeite o povo brasileiro”, disse Lula. “Se a Justiça
decidir, ele vai para o xilindró”, completou.
Lula também acusou Bolsonaro de
ter tentado impedir sua posse em 2023 e o chamou de covarde por ter deixado o
país pouco antes da cerimônia de transição presidencial. “O cara que tentou dar
um golpe para não dar posse para mim e não teve vontade de me esperar. Fugiu
como um rato foge”, disparou.
O presidente também criticou a
atuação da família Bolsonaro no exterior, em especial a do ex-deputado federal
Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Fez as bobagens que fez, agora mandou o filho dele
sair de deputado federal e ir para Washington pedir para que o presidente Trump
intervenha no Brasil. É uma vergonha. Isso é uma falta de caráter. É falta de
coragem”, afirmou Lula.
Gazeta Brasil

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