A Rio Indústria, Associação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, acompanha com extrema preocupação a nova taxação imposta pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil. A medida é desproporcional, incoerente e tecnicamente injustificável, afetando diretamente setores estratégicos da economia fluminense.
Embora o impacto seja nacional, o Rio de Janeiro será particularmente
atingido, especialmente por conta da força do seu parque siderúrgico, com
destaque para polos como Volta Redonda, e da sua posição logística estratégica,
com portos que escoam boa parte das exportações industriais do país.
Também preocupa o efeito sobre empresas como a Embraer, fortemente
dependente do mercado norte-americano, e sobre o agronegócio, com frutas como
mangas e uvas, atualmente em colheita, sendo diretamente prejudicadas pela
instabilidade gerada pelas tarifas.
Mais do que uma decisão comercial, a taxação parece enviar um recado
político aos países do BRICS, que discutem uma nova moeda para transações
internacionais, fora da órbita do dólar. É um movimento que interfere no
equilíbrio global e coloca em risco 40% do PIB mundial, representado pelo
bloco.
A indústria perde. O Rio perde. O Brasil perde. A Associação ressalta
que é fundamental que o governo brasileiro atue com firmeza na defesa dos
setores produtivos e na construção de um caminho diplomático que reverta esse
cenário.

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