O Brasil formalizará sua entrada como parte interessada na ação movida pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia. A informação foi confirmada por uma fonte diplomática brasileira nesta quarta-feira (23), após ser inicialmente divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela agência Reuters.
A ação sul-africana, apresentada
com base na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio de
1948, acusa Israel de cometer genocídio durante sua ofensiva militar na Faixa
de Gaza, iniciada em resposta aos ataques do grupo Hamas em outubro de 2023.
Desde o início da guerra, as
forças israelenses realizaram ataques aéreos, bombardeios e ações por terra,
que, segundo autoridades palestinas, resultaram na morte de quase 60 mil
pessoas em Gaza. O conflito começou após o Hamas lançar uma ofensiva que matou
cerca de 1.200 israelenses e fez 251 reféns.
A situação humanitária no
território palestino tem se deteriorado rapidamente. Nesta quarta-feira (23),
mais de 100 organizações internacionais de ajuda humanitária e direitos humanos
publicaram um comunicado conjunto pedindo ações urgentes para conter a fome
crescente em Gaza. As entidades também exigiram um cessar-fogo imediato e
duradouro, além do fim das restrições impostas à entrada de ajuda humanitária
na região.
Autoridades palestinas relataram
que, pela primeira vez desde o início do conflito, dezenas de pessoas estão
morrendo de fome, o que acentua o apelo internacional por medidas urgentes.
A entrada formal do Brasil no
processo marca uma mudança de postura e amplia a pressão internacional sobre
Israel. A decisão insere o país no grupo de nações que buscam responsabilizar
governos por possíveis violações do direito internacional humanitário.
Gazeta Brasil

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