Localidade oficializada pelo
prefeito Eduardo Paes já existia na boca do povo há muitos anos
O menor e mais novo bairro do Rio de Janeiro foi oficializado pelo prefeito Eduardo Paes na última
semana, mas, muito antes de ser reconhecido, já existia na boca do povo.
Localizado nas extremidades de Brás de Pina, na zona norte da cidade, o
Argentino atende às demandas dos moradores que sofreram com uma série de
dificuldades ao longo dos anos.
O bairro é composto por quatro
ruas — Alcides Rosa, Cabo Herculano, Emílio Miranda e Cabo Rocha. Ao todo, 517
famílias moram em casas e apartamentos na região.
A proposta de criação da área foi
de autoria da vereadora Rosa Fernandes (PSD). Segundo a parlamentar, a
localidade já era chamada de Argentino há muitos anos por moradores e
frequentadores.
“Eles lutaram durante algum tempo
e fizeram abaixo-assinados pela mudança do nome, porque era como se
identificavam. Isso já era uma identidade deles, não foi criada. A gente só
legitimou aquilo que já existia”, explicou.
O curioso nome faz referência ao
argentino Lamas. Ele era dono de um sítio e, nos anos 1960, loteou as terras
que deram origem às quatro ruas do novo bairro.
“Todo mundo citava ‘vamos lá área
no Argentino’. Virou bairro Argentino”, disse a vereadora.
Segundo a Associação de Moradores
do Argentino, a localidade já pertenceu aos bairros de Vista Alegre, Vila da
Penha e até Penha, devido à geolocalização. As mudanças, inclusive, já causaram
problemas para entrega de correspondências.
Violência também justifica o
novo bairro
A região de Brás de Pina se
tornou palco de intensos confrontos tanto entre traficantes rivais quanto com a
polícia. O lado oposto ao Argentino fica nas proximidades do Complexo de
Israel.
O presidente da associação,
Carlos Caju, contou que, por causa da violência, quem mora no Argentino também
enfrentava dificuldades na hora de chamar carros de aplicativo e serviços de
entrega de comida.
“[A mudança de nome] Vai resolver
para chegar motorista de aplicativo, que não estava vindo. Era complicado para
vir de fora para cá. O pessoal ficava com receio de vir. Entregas também. A
gente acredita que isso vai melhorar”.
R7/Sob supervisão de Bruna Oliveira

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