Ministério das Relações
Exteriores israelita confirmou que as pessoas a bordo do Madleen passaram por
um exame médico para garantir que estão em boas condições de saúde
O navio Madleen, da Flotilha da
Liberdade, interceptado nesta segunda-feira por Israel enquanto
buscava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza com
12 ativistas a bordo, incluindo a sueca Greta Thunberg e
o brasileiro Thiago Ávila, chegou ao porto israelense de Ashdod por volta das
21h locais (15h em Brasília), segundo confirmou a polícia israelense. A
embarcação, de 15 metros de comprimento e dois mastros, começou a ser vista no
horizonte da costa ao norte do porto uma hora e meia antes e permaneceu à
distância até escurecer, quando começou a navegar em direção ao porto. Mais
tarde, a polícia israelense confirmou à Agência EFE que se tratava do Madleen e
a equipe jurídica da Flotilha da Liberdade indicou que os ativistas estavam em
solo israelense. Dois barcos navegaram ao lado do navio, a uma distância de
cerca de uma milha, e o escoltaram até o porto.
Em uma mensagem nas redes
sociais, o Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que as
pessoas a bordo do Madleen estão passando por um exame médico para garantir que
estão em boas condições de saúde. “O ‘iate de selfie’ atracou no porto de
Ashdod há pouco tempo”, diz a mensagem, publicada no canal oficial do
Ministério das Relações Exteriores na rede social X. Junto com a mensagem, a
pasta incluiu fotos de Greta Thunberg e Thiago Ávila. As informações sobre o
paradeiro do Madleen foram contraditórias durante todo o dia, pois enquanto o
governo israelense dizia que ele havia sido rebocado para o porto de Ashdod, a
equipe jurídica da Flotilha informou posteriormente que os 12 passageiros e
ativistas a bordo ainda não haviam sido transferidos para Israel e permaneciam
no mar.
De acordo com a equipe jurídica
da Flotilha, a intenção das autoridades israelenses é deportá-los na chegada e
aqueles que não puderem ser deportados hoje provavelmente comparecerão ao
tribunal para uma audiência amanhã. Adalah, a única organização palestina que
representa o grupo nos tribunais israelenses, reiterou que os ativistas a bordo
do navio fazem parte de “uma missão civil” para romper o bloqueio israelense na
Faixa de Gaza e considerou “ilegal” o fato de terem sido interceptados em águas
internacionais e detidos. O porta-voz do governo israelense, David Mencer,
disse em sua reunião online regular com jornalistas que “muito em breve, já que
não há intenção de deter essas pessoas, elas serão devolvidas aos seus países
de origem”.
Mencer também minimizou a
importância da iniciativa ao declarar que, em vez de uma flotilha com ajuda
humanitária para Gaza e alimentos, “era um iate para selfies”. “Não se tratava
de ajuda humanitária, mas de ativismo no Instagram”, criticou. Mencer
argumentou que permitir a entrada do navio em Gaza “abriria as comportas para o
terrorismo apoiado pelo Irã, extremistas de todo o mundo e pseudo-ativistas em
busca de manchetes sobre o bloqueio legal de Israel”.
Israel impôs um bloqueio total ao
acesso à Gaza para produtos básicos – alimentos, água, medicamentos e
combustível – em 2 de março, alegando que o Hamas estava se apropriando deles.
Só voltou a permitir o acesso, de forma muito limitada, em 19 de maio, mas
dezenas de milhares de habitantes de Gaza já estão passando fome, de acordo com
a ONU e outros grupos humanitários.
Com informações da EFE

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