Braga Netto foi preso preventivamente em dezembro de 2024 por suspeita de tentar obstruir a investigação sobre o plano golpista. Fellipe Sampaio/STF
A defesa do ex-ministro da Defesa
e da Casa Civil pede a revogação da preventiva, ‘ainda que com a imposição de
medidas cautelares alternativas’
A defesa do general Walter Braga Netto,
ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, voltou a pedir nesta terça-feira (10), a
revogação de sua prisão preventiva. O documento foi enviado nesta noite ao
ministro Alexandre
de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), logo após o
interrogatório do general, o último dos oito réus do “núcleo crucial” da trama
golpista a prestar depoimento.
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O advogado José Luís de Oliveira
Lima, que coordena a defesa de Braga Netto, argumenta que, com o fim da
instrução do processo, não há mais justificativa para mantê-lo preso. “A
custódia cautelar do general Braga Netto se mostra ainda mais injustificada no
atual momento processual, em que já foram ouvidas todas as testemunhas e
realizados todos os interrogatórios, simplesmente não subsiste nenhum suposto
risco cogitável à instrução processual”, diz o pedido.
A defesa pede a revogação da
preventiva, “ainda que com a imposição de medidas cautelares alternativas”.
Braga Netto foi preso preventivamente em dezembro de 2024 por suspeita de
tentar obstruir a investigação sobre o plano golpista. Segundo a Polícia Federal,
ele tentou conseguir informações sigilosas sobre a delação do tenente-coronel
Mauro Cid para repassar a outros investigados e também alinhou versões com
aliados. A defesa nega.
Contato liberado
Com a conclusão dos
interrogatórios dos réus do “núcleo crucial” da trama golpista, o ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a decisão que
os impedia de manter contato. Com isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e
seus aliados podem conversar novamente.
A decisão foi anunciada na noite
desta terça-feira (10), após o depoimento do general Walter Braga Netto, o
último dos oito réus interrogado no STF. Foram dois dias de audiências. O
processo da trama golpista entra agora na fase final. A partir desta terça, as
defesas já podem pedir a produção de provas complementares. Na sequência, será
aberto o prazo para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os advogados
apresentarem as alegações finais, última etapa antes do julgamento.
JP

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