Ex-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner acena para apoiadores ao lado da senadora Alicia Kirchner na sede do Partido Justicialista em Buenos Aires. ALESSIA MACCIONI / AFP
Suprema Corte rejeitou nesta
terça-feira (10) um recurso da defesa de Cristina e, assim, manteve uma
sentença proferida em 2022 do chamado ‘caso Vialidad’ por fraude na concessão
de obras rodoviárias
Cristina
Kirchner, ex-presidente da Argentina,
afirmou que os juízes da Suprema Corte que ratificaram nesta terça-feira sua
condenação a seis anos de prisão “são três fantoches que respondem a comandos
superiores” e os classificou como “triunvirato de indesejáveis”. “Essa
restrição ao voto popular não é imposta por esse triunvirato de pessoas
inaceitáveis que funciona como uma ficção da Suprema Corte. São três fantoches
que respondem a comandos superiores”, disse a ex-presidente no discurso
relaizado na frente da sede do Partido Justicialista (PJ), em Buenos Aires,
Cristina disse que a decisão dos juízes representa uma “restrição ao voto
popular”. “Quando isso acontecer, o que eles pretendem é que o campo nacional e
popular não possa se organizar”, afirmou.
A Suprema Corte rejeitou nesta
terça-feira (10) um recurso da defesa de Cristina e, assim, manteve uma
sentença proferida em 2022 do chamado “caso Vialidad” por fraude na concessão
de obras rodoviárias na província de Santa Cruz, no sul da
Argentina. Segundo a ex-presidente, a Corte responde ao “poder econômico
concentrado da Argentina”, e o peronismo será a única alternativa quando
“desmoronar” o modelo do presidente ultraliberal Javier Milei, a quem ela
também classificou como um “fantoche”.
Ela disse que, quando há
funcionários públicos que agem contra os interesses do país e estão livres,
“estar presa é quase um certificado de dignidade política, pessoal e
histórica”. “Estão errados aqueles que pensam que dessa forma vão alcançar
seus objetivos de espoliação dos argentinos. Podem me prender, mas o povo
recebe salários de miséria ou perde o emprego”, afirmou. Acompanhada por
seu filho Máximo Kirchner e sua cunhada Alicia Kirchner, a ex-chefe de Estado,
de 72 anos, disse que iria em seguida para casa. “Vamos nos entregar,
porque não fugimos. Isso é o que faz a máfia da direita. Nós, peronistas,
ficamos e enfrentamos as consequências. Não somos mafiosos”, afirmou.
Com informações da EFE

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