O júri popular, que aconteceria
nesta quarta-feira (21) foi adiado após pedido de advogado de um dos acusados.
O julgamento dos três
acusados de envolvimento no assassinato de Letycia Peixoto, que
aconteceria nesta quarta-feira (21), foi adiado. A decisão foi tomada após um
pedido do novo advogado de Gabriel Machado Leite, apontado como o intermediador
do crime.
Gabriel é acusado de ter feito a
ponte entre o mandante e os executores do homicídio. Segundo o advogado de
defesa, que assumiu o caso no último dia 15, não houve tempo hábil para
preparar a estratégia jurídica. Ele também informou à Justiça que já tinha
outro compromisso profissional agendado para a mesma data do júri.
Além de Gabriel, seriam julgados
o piloto da moto e o autor dos disparos.
Gabriel Machado Leite estava em
prisão domiciliar, mas foi preso novamente em fevereiro deste ano por violar as
regras do monitoramento eletrônico. De acordo com a Polícia Civil, ele teria
feito uso indevido da tornozeleira eletrônica.
Letycia Peixoto Fonseca estava grávida de 8 meses quando foi atingida por vários tiros em Campos — Foto: Reprodução redes sociais e circuito de segurança
Na véspera do julgamento, a equipe de reportagem conversou com familiares da vítima e com o advogado da família, Márcio Marques. Ele afirmou que o adiamento é uma brecha prevista pela legislação. “Infelizmente, a lei permite esse tipo de manobra”, disse.
A mãe de Letycia, Cíntia Peixoto,
que também foi baleada na ocasião do crime, desabafou sobre a frustração com o
adiamento. “Pra gente é doloroso, essa espera é muito agonizante e não faz bem.
Que a justiça seja feita, né?! Essa justiça tá demorando a chegar, aí deixa a
gente mais aflito, mais agonizado. A gente fica com um vazio, na verdade”,
disse.
O tio da jovem, Célio Peixoto,
que levou Letycia ao Hospital Ferreira Machado após o crime, também comentou
sobre a dor da família. “Espero que a justiça seja justa e que eles peguem pena
máxima, porque não são só eles que estão presos não. Nossa família também ficou
presa, porque o sofrimento é grande, e a gente pensa que vai passar, mas não
passa.”
Ainda não há uma nova data
definida para o júri popular.
Familiares protestam por
justiça
Os familiares de Letycia
realizaram nesta quarta-feira (21) uma manifestação em frente ao Fórum de
Campos. Durante o ato, eles cobraram justiça e pediram para que o caso não
caísse no esquecimento.
Durante a manifestação, os
familiares destacaram a dor da perda e o medo de que o caso caia no
esquecimento. O advogado da família e assistente de acusação, Márcio Marques,
também esteve presente e conversou com a equipe de reportagem.
“Como mãe da Letycia e avó do
Hugo eu me sinto na obrigação de buscar justiça por eles.” Disse Cíntia
Peixoto, mãe da vítima, que também estava no dia do crime e que também foi
baleada.
Por Mylena Rodrigues, Hyago Santos, g1 — Campos dos
Goytacazes


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