O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta sexta-feira (16) que pautará a urgência de projetos de lei destinados a impedir fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na próxima semana. A decisão ocorre em meio à revelação de um esquema que desviou bilhões de reais de aposentados e pensionistas.
“Comuniquei aos líderes da Câmara
dos Deputados que, na próxima semana, pautarei a urgência de projetos de lei destinados
a impedir fraudes no INSS. Seguindo e sempre respeitando o regimento da Casa,
vamos analisar, reunir e votar tudo o que pode compor um pacote antifraude”,
afirmou Hugo Motta em publicação na plataforma X (antigo Twitter).
Desde que assumiu a presidência
da Câmara em fevereiro deste ano, Hugo Motta tem se comprometido a reduzir a
análise de projetos de lei em regime de urgência. Propostas analisadas nesse
modelo não precisam passar por comissões temáticas e podem ser votadas
diretamente no plenário. No entanto, o presidente da Câmara considera que as fraudes
no INSS são um tema urgente “para milhões de brasileiros e para a Câmara dos
Deputados”.
A movimentação na Câmara ocorre
após a Polícia Federal revelar um esquema que desviou cerca de R$ 6,3 bilhões
de aposentados e pensionistas do INSS entre 2019 e 2024. O esquema envolvia
associações que cadastravam beneficiários sem autorização, utilizando
assinaturas falsas para realizar descontos diretamente na folha de pagamento.
Na última semana, o INSS
disponibilizou um sistema de consulta para que os segurados possam verificar
descontos irregulares e solicitar o reembolso. Desde então, cerca de 1,34
milhão de pessoas já contestaram as cobranças e pediram a devolução dos
valores.
Mais cedo, a ministra das
Relações Institucionais, Gleisi
Hoffmann (PT-PR), manifestou preocupação com a instalação de uma
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as fraudes no INSS,
argumentando que a comissão poderia “comprometer o sucesso da investigação
policial”. “Uma CPMI, no ambiente de exploração política em que está sendo
proposta, pode comprometer o sucesso da investigação policial, que deve
permanecer protegida de interferências externas e do vazamento de informações”,
publicou a ministra no X.
Gazeta Brasil

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