No início de uma reunião de seu
governo neste domingo (29), Netanyahu também disse que seu gabinete se reuniu
no sábado à noite e decidiu “aumentar a pressão” em Gaza, segundo suas palavras
reproduzidas pelo gabinete do primeiro-ministro em um comunicado.
Netanyahu afirmou perante seu
gabinete que “a pressão militar está funcionando” em Gaza, onde o Exército
israelense iniciou uma nova ofensiva em 18 de março, após romper o cessar-fogo
com o Hamas, que já custou a vida de mais de 900 pessoas.
Para o primeiro-ministro
israelense, essa pressão funciona porque “esmagará as capacidades militares e
governamentais do Hamas” e também “criará as condições para a libertação” dos
reféns israelenses cativos em Gaza (59, entre vivos e mortos).
Em relação às conversas sobre um
novo cessar-fogo em Gaza, após a notícia de que o Hamas aceitou uma proposta
egípcia para libertar cinco reféns coincidindo com as festas do fim do Ramadã
que se celebram a partir de hoje, Netanyahu disse que não é verdade que Israel
não esteja negociando.
Segundo o primeiro-ministro, está
fazendo isso “sob fogo” e isso “também é efetivo” porque vê que “está havendo
rachaduras”, em possível referência às manifestações de habitantes de Gaza nos
últimos dias pedindo a saída do Hamas do enclave.
Ele disse que Israel está
preparado “para discutir a etapa final” da guerra. “O Hamas deporá as armas.
Seus líderes serão autorizados a sair do país. Garantiremos a segurança geral
na Faixa de Gaza e viabilizaremos a implementação do plano Trump, o plano de
imigração voluntária”, afirmou sobre o plano do presidente americano, Donald
Trump, de deslocar os habitantes de Gaza para outros países e transformar o
enclave em um local turístico.
“Este é o plano. Não o
escondemos, estamos dispostos a discuti-lo a qualquer momento”, acrescentou
sobre a ideia do presidente dos EUA, que foi rejeitada pelos países árabes que
supostamente deveriam acolher os habitantes de Gaza deslocados.
Além disso, Netanyahu disse
perante seu gabinete que qualquer afirmação de que seu governo não se importa
com os reféns israelenses de Gaza “é um eco da propaganda do Hamas”, que
pretende “criar divisão” em Israel “criando uma imagem falsa”. “Até hoje, a
combinação de pressão militar e pressão política é a única coisa que conseguiu
trazer de volta os reféns”, assegurou.
Netanyahu também se referiu aos
dois projéteis que foram lançados do Líbano para o território israelense nesta
sexta-feira (28) sem causar danos, seguidos por um ataque israelense no país
vizinho (incluindo em um edifício de Beirute) que deixou pelo menos 5 mortos.
A respeito, afirmou que “o Estado
do Líbano é responsável pelo que sai de seu território e deve garantir que isso
não aconteça”. “Nenhum ataque contra o Estado de Israel sairá de seu
território. Respeitamos o Estado do Líbano e seu exército, e por isso pedimos o
que se pede a alguém que você respeita”, acrescentou.
Gazeta Brasil
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