A principal linha de investigação sobre a morte de Vitória Regina Sousa, de 17 anos, é de que a jovem tenha sido assassinada por vingança. A informação foi confirmada pela polícia durante coletiva de imprensa na delegacia seccional de Franco da Rocha, nesta quinta-feira (6). A Delegacia de Cajamar está conduzindo as investigações sobre o caso, com o delegado Aldo Galiano Junior liderando o trabalho.
“Pela crueldade no local, com
certeza foi vingança”, afirmou o delegado. “O que a gente quer estabelecer é se
é uma vingança com participação de facção criminosa”, completou Galiano. A
polícia indicou que o ex-namorado de Vitória, Gustavo Vinícius Santos, é um dos
principais suspeitos de envolvimento no crime, sendo descrito como uma figura
central na investigação. O delegado também revelou que já existe uma “prova
contundente” de que o ex-namorado esteve próximo ao local do crime, mas ele se
contradisse durante seu depoimento ao afirmar ter emprestado o veículo para um
amigo, o que gerou desconfiança.
A polícia investiga a
possibilidade de a facção criminosa PCC estar envolvida no assassinato, já que
o corpo de Vitória foi encontrado com o cabelo raspado, um sinal característico
de que a vítima teria supostamente traído alguém do PCC. “Há quatro meses, um
integrante da facção foi preso na região onde o corpo foi encontrado”,
acrescentou o delegado.
Ao todo, sete pessoas estão sendo
investigadas, incluindo o ex-namorado de Vitória, o atual ficante da jovem,
dois homens que interagiram com ela em um ônibus e dois que a abordaram
enquanto ela esperava o coletivo. O dono do veículo que foi usado pelos suspeitos
também é alvo da investigação.
Gustavo Vinícius Santos,
ex-namorado da vítima, se apresentou espontaneamente à Delegacia de Cajamar,
alegando estar se sentindo coagido e correndo risco. “Ele não foi preso, mas há
inconsistências no depoimento dele, especialmente no que diz respeito ao
horário dos eventos”, afirmou Galiano.
O corpo de Vitória foi encontrado
na quarta-feira (5), em estado avançado de decomposição, em uma área de mata em
Cajamar, na Grande São Paulo. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo
confirmou que o cadáver foi localizado com sinais de violência, incluindo a
decapitação. A investigação continua em andamento, com a polícia aguardando os
resultados da perícia para esclarecer as causas da morte e identificar todos os
envolvidos no crime.

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