Uma diretora de escola particular em Osasco, na Grande São Paulo, está sendo investigada por maus-tratos após ser flagrada agredindo uma criança de dois anos dentro da instituição. O caso ocorreu na Escola de Educação Infantil Alegria de Saber e veio à tona após uma ex-funcionária gravar imagens da agressão.
As imagens mostram a diretora e
proprietária da escola, Marina Rodrigues de Lima, puxando a criança pela camisa
e separando-a dos demais alunos. Em seguida, ela chacoalha o menino e tenta
forçá-lo a tomar uma vitamina. Diante da recusa da criança, Marina desferiu
tapas repetidamente em seu rosto.
A gravação foi feita pela
ex-funcionária Ingrid Oliveira, que relatou ter decidido filmar as cenas após
perceber atitudes suspeitas dentro da creche, onde a mensalidade gira em torno
de R$ 1.100. “Eu comecei a perceber algumas coisas acontecendo e resolvi
gravar. Não acho certo. Se fosse com a minha filha, eu gostaria que alguém me
contasse”, declarou Ingrid à TV Globo.
Mães de alunos também relataram
preocupação com o comportamento dos filhos. Larissa Soares, mãe de um aluno de
dois anos, contou que notou mudanças na atitude da criança e marcas pelo corpo,
como arranhões e manchas roxas. “As coisas que ela fazia com ele, ele replicava
em casa. Notei sinais físicos também, mas ele ainda não sabe se expressar
direito”, relatou.
Outro vídeo divulgado mostra a
diretora tentando obrigar um aluno a rezar antes de comer. “Papai do céu… vai,
vamos! Faz a oração. Não vai fazer? Pode dar comida para os outros, ele não vai
pegar comida agora enquanto não fizer a oração”, disse Marina nas imagens.
Diante das denúncias, membros do
Conselho Tutelar visitaram a escola na tarde desta quinta-feira. Segundo a
Secretaria da Segurança Pública, um inquérito foi instaurado no 8º Distrito
Policial de Osasco para investigar o caso.
“O 8º Distrito Policial de Osasco
instaurou um inquérito policial para investigar uma denúncia de maus-tratos
contra crianças de dois e três anos, ocorridos em uma escola de educação
infantil particular, no bairro Padroeira. Foram requisitados exames de corpo de
delito para os menores e demais diligências estão em andamento para esclarecer
os fatos”, informou a pasta em nota.
JP

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