Além disso, o Brasil solicitou que a Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA) continue suas atividades na região. EFE/EPA/ ABIR SULTÃO
Ministro da Defesa do país,
Israel Katz, afirmou que não permitirá o retorno das pessoas que foram
expulsas, intensificando a tensão na região
O governo brasileiro manifestou
sua preocupação em relação às recentes operações militares de Israel na Cisjordânia, que
resultaram na remoção forçada de cerca de 40 mil palestinos. Essa ação, que
envolveu o uso de tanques pelo exército israelense, marca a primeira vez em
duas décadas que tal medida é adotada para desalojar a população local. O
Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou essa prática, em nota e
disse: “O governo brasileiro expressa forte preocupação com a intensificação,
nas últimas semanas, de operações militares israelenses nos campos de
refugiados de Jenin, Tulkarm e Nur Al-Shams, no Norte da Cisjordânia, e condena
o recente emprego de tanques e a ocupação militar”.
Além disso, o Brasil solicitou
que a Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA) continue
suas atividades na região, lembrando que a Corte Internacional de Justiça já
declarou ilegal a presença israelense nos territórios palestinos. O governo de
Israel impediu a atuação da UNRWA, alegando que a agência apoia o terrorismo. O
ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que não permitirá o retorno
dos palestinos que foram expulsos, intensificando a tensão na região.
A Autoridade Palestina denunciou
as ações israelenses como uma tentativa de anexação dos territórios palestinos,
classificando-as como uma grave escalada de violência. As autoridades
palestinas consideram essas medidas como uma forma de genocídio e deslocamento
forçado, o que é considerado crime sob o direito internacional, conforme
estabelecido pela Convenção de Genebra e pela Resolução 242 do Conselho de
Segurança da ONU.
JP
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!