Naquele dia, 19 homens sequestraram quatro aviões comerciais: dois deles foram lançados contra as Torres Gêmeas, em Nova York, um contra o Pentágono, nos arredores de Washington, e o último caiu em um campo aberto na Pensilvânia. WILLIAM KRATZKE/ASSOCIATED PRESS/AE
Além de Khalid Sheikh Mohammed,
outros dois cúmplices de atentado aceitaram a condenação à prisão perpétua para
escaparem da pena de morte
O ex-chefe de propaganda do grupo
terrorista Al-Qaeda Khalid
Sheikh Mohammed, considerado o mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001,
fez um acordo com autoridades dos Estados Unidos,
junto com outros dois acusados, para se declararem culpados pelos ataques terroristas que
mataram quase 3 mil pessoas em solo americano, informou o Pentágono ontem
(31). O paquistanês e seus dois de seus cúmplices, Walid bin Attash e Mustafa
al-Hawsawi, que estão desde 2003 no complexo penal dos EUA na Baía de Guantánamo, em Cuba, concordaram em se
declarar culpados das acusações contra eles em troca de uma sentença de prisão
perpétua. Anteriormente, o trio poderia ser condenado à morte. O caso estava
envolvido em mais de uma década de procedimentos pré-julgamento, focados na
questão sobre se a tortura em prisões secretas da CIA poderia ter
contaminado as provas contra eles.
A notícia do acordo surgiu em uma
carta dos promotores do tribunal de guerra para as
famílias das vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001, informou o jornal
norte-americano The New York Times. “Em troca da eliminação da pena de morte
como uma possível punição, esses três réus concordaram em se declarar culpados
de todos os crimes acusados, incluindo o assassinato das 2.976 pessoas listadas
na acusação”, diz a carta assinada pelo contra-almirante Aaron C. Rugh,
promotor-chefe das comissões militares, e três advogados de sua equipe. A carta
dizia que os réus poderiam apresentar suas alegações em tribunal aberto já na
próxima semana. A confissão de culpa evita o que se esperava ser um julgamento
de 12 a 18 meses ou, alternativamente, a possibilidade de o juiz militar
rejeitar confissões que eram fundamentais para o caso do governo.
Os detidos são acusados de serem
os organizadores dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Naquele
dia, 19 homens sequestraram quatro aviões comerciais: dois deles foram lançados
contra as Torres Gêmeas, em Nova York, um contra o Pentágono, nos
arredores de Washington,
e o último caiu em um campo aberto na Pensilvânia. Além da acusação de
conspiração, eles foram acusados de cometer assassinato em violação da lei de
guerra, de atacar civis e de terrorismo. Mohammed, engenheiro formado nos
Estados Unidos, foi o responsável pela ideia de sequestrar aviões e fazê-los
colidir com edifícios. Os promotores disseram que ele apresentou o plano
a Osama bin Laden em
1996 e, depois, ajudou a treinar alguns dos sequestradores.
Por Marcelo Bamonte
*Com informações da EFE

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!