Deputada Lucinha é condenada a quatro anos de prisão e perda de mandato por desvio de verba | Rio das Ostras Jornal

Deputada Lucinha é condenada a quatro anos de prisão e perda de mandato por desvio de verba

Deputada foi condenada a devolver cerca de R$ 174 mil 
mais jurosReprodução/Facebook - @deputadalucinha

Segundo o TJ-RJ, um pedreiro pago pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro prestava serviços particulares para a parlamentar

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou a deputada estadual Lucia Helena Pinto de Barros, a Lucinha (PSD-RJ), a quatro anos e cinco meses de prisão, em regime semiaberto, por desvio de dinheiro público. A Corte também determinou a perda de mandato da parlamentar e a condenou a devolver cerca de R$ 174 mil mais juros. Cabe recurso da decisão.

R7 tenta contato com a defesa da deputada, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Ela foi acusada de usar dinheiro público para pagar um pedreiro, que tinha sido nomeado como assessor parlamentar por Lucinha e que prestava serviços particulares nos centros comunitários mantidos pela parlamentar na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

As investigações começaram depois que o pedreiro Baltazar Menezes dos Santos entrou com uma ação trabalhista contra a deputada. Constatou-se que, no período de 2011 a 2015, a Alerj pagou R$ 174 mil em salários para o pedreiro.

Suposta participação em milícia

Em junho, a deputada e sua ex-assessora Ariane Afonso Lima foram denunciadas pelo MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) por participação na milícia de Luis Antonio da Silva Braga, o Zinho, uma das maiores do Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, Lucinha e Ariane tinham a função de defender os interesses dos criminosos junto ao Poder Público. Elas são acusadas de fornecer informações privilegiadas e de interferir nas investigações do grupo miliciano.

 “Em múltiplos episódios, constata-se a clara interferência das denunciadas na esfera política, junto a autoridades policiais e políticas, ora para favorecer os interesses da organização criminosa, ora para blindá-la das iniciativas estatais de combate ao grupo e ora para livrá-los de ações policiais, garantindo a impunidade dos seus integrantes”, relata um dos trechos da denúncia.

A dupla pode responder por constituição de milícia privada, cuja pena é de 5 a 10 anos de cadeia e multa, além de perder a função pública.

Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil

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