Segundo o delegado Mário de
Andrade, ninguém procurou a delegacia para citar falta de atendimento a Carlos
José Domingos, de 52 anos, que vivia em situação de rua
A Polícia Civil não encontrou
registros de omissão de socorro a Carlos José Domingos, de 52 anos, homem em
situação de rua que
morreu na frente do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio,
na quarta-feira (24). A causa da morte ainda está sendo investigada. A
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) destaca que não há indícios do homem ter
procurado atendimento na unidade.
Ao O DIA, o delegado
Mário Jorge Ribeiro de Andrade, titular da 4ª DP (Praça da República),
responsável pelo caso, disse nesta quinta-feira (25) que ninguém procurou
a delegacia até o momento para relatar e registrar uma possível falta de
atendimento à vítima. De acordo com o delegado, há o registro de socorro do
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com isso, até o momento, não
há informações sobre omissão de socorro.
"A única coisa que temos é o
depoimento do socorrista com o documento do Samu. Em hipótese alguma, não tem
nada aqui que fale, nenhum parente veio aqui falar que houve uma recusa de
atendimento seja do hospital, dos bombeiros ou de quem quer que seja. Muito
pelo contrário, me falaram que ele foi atendido pelo Samu e até tem o documento
deles aqui no registro", explicou.
Andrade ressaltou que a
investigação por enquanto é sobre a causa da morte. Contudo, se alguém procurar
a delegacia para dizer sobre uma suposta omissão de socorro, a apuração sobre o
assunto será realizada.
Nesta quinta-feira (25), a
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou ao O DIA que não
foi localizado nenhum indício, em documentos cadastrais ou em imagens do
circuito interno, de que o homem tenha entrado ou buscado atendimento na
unidade. O órgão destacou que o hospital está à disposição da polícia para
colaborar na elucidação dos fatos.
O corpo de Carlos foi removido
pelo Corpo de Bombeiros por volta das 8h30 e encaminhado ao Instituto Médico
Legal (IML) Afrânio Peixoto, na região central do Rio. Até a manhã desta
quinta-feira (25), nenhum familiar da vitima havia aparecido na unidade.
O Dia

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