Deslizamento de terras causou prejuízo em Petrópolis — Foto: Alexandre Peixoto/Ascom Prefeitura de Petropolis
Estudo faz parte de uma nota
técnica emitida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por meio do
Grupo de Trabalho Temporário de Saneamento Básico, Desastres Naturais e Mudanças
Climáticas.
RJ: 80% das cidades não têm
mínimo para prevenção
A maioria das cidades do estado
do Rio de Janeiro não tem estrutura mínima necessária de Defesa Civil
para o monitoramento, alerta e resposta em caso de desastres
climáticos.
A informação faz parte de um
estudo elaborado pelo Grupo de Trabalho Temporário de Saneamento Básico,
Desastres Naturais e Mudanças Climáticas do Ministério Público do Rio (MPRJ).
Segundo o MP, 19 municípios têm
estrutura mínima necessária de Defesa Civil, 35 têm estrutura intermediária.
As 38 cidade restantes têm estrutura inicial ou nenhuma.
Por outro lado, 76% das
cidades do estado são suscetíveis a desastres, com graus de risco baixo,
alto ou muito alto para deslizamentos de terra.
O grupo do MP é composto por sete
promotores e um assistente técnico que busca analisar, monitorar e sugerir
mudanças no enfrentamento de desastres climáticos no estado. Para elaborar o
levantamento, o grupo de trabalho utilizou dados do IBGE, do Ministério de
Desenvolvimento Regional e do Departamento de Recursos Minerais do Estado do
Rio de Janeiro.
O tenente coronel Gil Kempers,
assistente técnico do grupo do MPRJ explica que “é preciso ter um suporte 24
horas de equipes, com técnicos, engenheiros, especialistas, geólogos, para
auxiliar nas demandas. E meteorologistas e outras áreas, que vão auxiliar na
tomada de decisão”.
A promotora de justiça Zilda
Januzzi, integrante do grupo, ressalta que o papel do MP é auxiliar e organizar
as competências de cada município.
“Qual é o grau de prioridade que
estão dando para as ações de defesa civil? A partir disso, o que é preciso
reestruturar para que a resposta e a reconstrução e as outras ações defensivas
sejam melhores?”, questiona a promotora.
Conforme a classificação de risco
de cada cidade fluminense, a densidade populacional e a capacidade operacional,
o MPRJ propõe uma estrutura específica com o que cada uma precisa ter no
quesito Defesa Civil para atender a população. As conclusões serão repassadas
aos promotores de cada cidade.
“Em função das mudanças
climáticas, o tempo de recorrência desses eventos extremos vem diminuindo, e a
gente já entende que não vai conseguir diminuir essas ameaças, mas sim diminuir
a vulnerabilidade das comunidades e da população, para que não sejam expostos a
situações de risco”, finalizou Kempers.
Estrutura mínima necessária de
Defesa Civil
Risco muito baixo de desastre:
- Efetivo: 01 coordenador; 04 comunicantes
(escala 12x36h); 08 agentes (01 equipe operacional com 2 agentes na escala
12x36h);
- Viaturas: viatura administrativa; 02
viaturas operacionais (4x4);
- Estrutura: alojamento; refeitório; sala de
monitoramento/alerta;
- Equipe Técnica: 01 engenheiro; 01
administrador.
Risco baixo de desastre:
- Efetivo: 01 Subsecretário; 02 Diretores
Técnicos 04 Comunicantes (escala 12x36h); 16 agentes (02 equipe
operacional com 2 agentes na escala 12x36h)
- Viaturas: 01 viatura administrativa; 03
viaturas operacionais (4x4)
- Estrutura: Alojamento; Refeitório; Sala de
Monitoramento/Alerta; Sala de crise
- Equipe Técnica: 02 Engenheiro; 01 Geólogo 01
Administrador; 01 Assessor Jurídico
- Defesa Civil registra seis ocorrências de deslizamentos
- desde a madrugada desta quarta-feira (20) em Petrópolis,
- no RJ — Foto: Divulgação/Defesa Civil de Petrópolis
Risco alto de desastre:
- Efetivo: 01 secretário; 01 subsecretário; 03
diretores técnicos; 08 comunicantes (dois por dia, escala 12x36h); 24
agentes (03 equipe operacional com 2 agentes na escala 12x36h) 04 chefes
de plantão (um por dia, escala 12x36h);
- Viaturas: 02 viatura administrativa; 05
viaturas operacionais (4x4);
- Estrutura: alojamento; refeitório; sala de
monitoramento/alerta; sala de crise;
- Equipe Técnica: 03 engenheiro; 02 geólogos;
01 administrador; 01 assistente social; 01 assessor de imprensa; 01
assessor jurídico; 01 meteorologista.
Risco muito alto de desastre:
- Efetivo: 01 secretário; 02 subsecretário; 04
diretores técnicos; 08 comunicantes (dois por dia, escala 12x36h); 40
agentes (05 equipe operacional com 2 agentes na escala 12x36h) 04 chefes
de plantão (um na escala 12x36h); 04 auxiliares chefe de plantão (um na
escala 12x36h);
- Viaturas: 04 viatura administrativa; 07
viaturas operacionais (4x4);
- Estrutura: alojamento; refeitório; sala de
monitoramento/alerta; sala de crise; sala de treinamento e capacitação;
sala de imprensa;
- Equipe Técnica: 10 engenheiros; 05 geólogos;
01 administrador; 02 assistente social; 01 assessor de imprensa; 01
assessor jurídico; 01 meteorologista; 04 técnicos em meteorologia.
Por Lucas Machado,
GloboNews


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